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Este balde não precisava da água tão fria

Este balde não precisava da água tão fria
  • 3 de Maio de 2011, 15:16

Numa tarde cinzenta, a chuva conseguiu afastar grande parte da massa associativa das bancadas da equipa da casa, apesar de uma vitória poder significar o título distrital, caso houvesse um deslize em Moncorvo.
No pelado de Morais, que virou um autêntico lamaçal, defrontaram-se duas equipas combativas que não pararam de mexer no marcador. Frente-a-frente, o FC Morais, contra o Vinhais FC.
A equipa da casa entrou melhor na partida, sem dúvida. Motivada pela possibilidade de ganhar o campeonato, caso o Moncorvo empatasse ou perdesse contra o Mirandês. Algo que acabou por não acontecer, dado que a equipa do ferro, a jogar em casa, sagrou-se não vacilou e venceu por 3-1.
Passado o quarto de hora inicial, o Vinhais equilibrou o jogo, alcançando até um claro ascendente sobre o adversário. Para tal, muito contribuiu Rui, com uma exibição surpreendente.
Do lado do Morais, o melhor jogador em campo, na segunda parte, foi mesmo o guarda-redes. Armando evitou, em ocasiões distintas, dois golos quase certos com defesas de alto nível, voando nos céus de Morais. Na primeira, aos 32’ os jogadores da casa pararam para reclamar um fora de jogo. Certo é que o árbitro não apitou e só não foi uma perdida incrível do jogador do Vinhais, isolado frente à baliza, dada a grande defesa de Armando. A segunda ocasião de golo aconteceu, apenas, 3’ depois e mais uma vez, o guarda-redes da casa a provar o seu valor.
Mas nem a excelente exibição do keeper evitaria o golo do Vinhais, ao encerrar do pano da primeira parte. Tiago marcou, estreando as malhas adversárias aos 4’. O mesmo Tiago que viria a ser expulso aos 82’, por acumulação de amarelos. As equipas foram para o balneário e, no intervalo, o árbitro expulsou do banco o presidente do Morais. “Estou a achar isto uma palhaçada! Aliás, como achei desde sempre com a Associação de Futebol de Bragança. Mandaram para aqui estes três artistas, precisamente para estragar o espectáculo. Só prejudicaram o Morais”, afirmou, revoltado, António Fernandes. O dirigente acusa mesmo o árbitro de ter tido um almoço com o treinador do Moncorvo, Sílvio Carvalho, antes deste desafio. “Queria perguntar ao senhor Meco porque é que sendo o jogo às quatro da tarde foi almoçar a Moncorvo? Porque é que o senhor Meco se levantou da mesa, foi para o campo e o senhor Sílvio foi a pagar? Era estas perguntas que queria que chegassem à A.F.Bragança e ao conselho de arbitragem. Acho que andam a brincar com o Morais e nós iremos até ao fim naquilo que podermos”, acusava.
O Morais, por expulsão, não poderá utilizar duas das suas peças fundamentais: Karaté e Gene. Mais um jogador, igualmente importante, por lesão.
Na segunda parte, foi quando tudo se complicou com várias expulsões de jogadores e várias reviravoltas no marcador. Logo no início, deu-se a expulsão do treinador do Morais, Marcelo Alves, por protestos contra o árbitro. Karaté também foi expulso com vermelho directo numa clara agressão ao adversário, pontapeando-o sem bola. Aos 70’, Edu marca o golo do empate. O Vinhais volta a liderar a partida com o segundo golo e quando os adeptos do Morais pensavam que tudo estava perdido, Luís Paulo consegue marcar o 2 a 2. O último golo, ao fechar do pano, aconteceu de livre directo, dando a vitória ao Morais.

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