Argozelo luta pelos CTT
O pedido para a transferência da gestão do serviço em Argozelo foi proposto pela direcção dos CTT, alegando que não é rentável para a empresa.
De acordo com os CTT, a manutenção do serviço na vila só é possível com a transferência da sua gestão para a autarquia ou para uma entidade privada, mas o presidente da JFA, Francisco Lopes, afirma que a população não vai baixar os braços e vai recorrer a todos os mecanismos legais para impedir o encerramento do serviço.
O autarca diz mesmo que não entende a posição dos Correios e recusa a justificação economicista dada pela empresa. “Não compreendemos que uma empresa lucrativa como os CTT paguem ordenados chorudos aos administradores e feche serviços que fazem tanta falta às populações”, afirmou Francisco Lopes, à Rádio Brigantia.
O autarca diz mesmo que o valor que a empresa oferece pela transferência da gestão dos Correios é insuficiente para assegurar o serviço. “Eles oferecem-nos 500 euros, um valor que não chega para pagar à funcionária”, denuncia o presidente da JFA.
Autarca de Argozelo afirma que vai recorrer a todos os mecanismos legais para impedir a transferência da gestão do posto de correios da vila
O autarca tem esperança que a administração dos CTT reconsidere a sua intenção e mantenha “os serviços de qualidade que tem vindo a prestar na vila”.
“Consideramos que os serviços dos CTT são um serviço público de primeira necessidade para a garantia do bem-estar da população. Sendo um serviço de grande responsabilidade e a exigir pessoal com formação técnica adequada, dada a delicadeza do material com que trabalha, é fundamental ao desenvolvimento das actividades económicas, sociais e culturais da vila”, referiu Francisco Lopes na resposta que enviou aos CTT.
Para além da vila de Argozelo, o posto de correios serve, ainda, outras freguesias próximas, nomeadamente Carção, Santulhão, Matela, Outeiro, Paradinha e Paçó.
O presidente da JFA refere, ainda, que “a manutenção deste importante serviço público contribuirá decisivamente para potenciar novos projectos económicos e sociais”.
Francisco Lopes avisa, ainda, que caso os CTT entreguem o serviço a qualquer entidade sem preparação técnica e sem garantia de servir as populações com qualidade e responsabilidade, a Junta vai recorrer a todos os mecanismos legais para impedir a saída deste serviço público da vila.
O autarca salienta que já está a decorrer um abaixo-assinado na freguesia para ser enviado ao Primeiro-Ministro e ao presidente da administração dos CTT.