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A casa nas suas múltiplas vertentes

A casa nas suas múltiplas vertentes
  • 27 de Abril de 2011, 10:41

Esta mostra esteve patente no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e veio directamente para Bragança, onde vai permanecer até 26 de Junho.
A viagem por esta exposição tem início numa estrutura metálica espelhada que nos remete para uma ilusão espacial, uma peça da autoria de José Pedro Croft. Continuando o percurso pelo Centro de arte, a pintura, o desenho a fotografia, pano bordado, o vídeo e, até, estruturas mais ousada, como uma ideia de casa inspirada na Amazónia ou uma parede de blocos de gesso na qual foi cavada uma abertura onde é depositado um jarro de azeite, uma obra de Cabrita Reis, assumem uma posição de relevo nesta mostra contemporânea.
A comissária da exposição, Leonor Nazaré, realça que todas estas obras pertencem à colecção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. “O tema é o ponto agregador de todas estas obras. A ideia de casa no interior, no exterior, nos diferentes tipos de paisagem, as zonas de passagem entre o interior e o exterior, as vivências, as memórias da casa, o seu recorte nas cidades e no campo ou a sua matriz mais antiga noutras civilizações. São estas as ideias que reúnem as obras”, explica a responsável.
Leonor Nazaré realça, ainda, que há imensos tipos de expressão plástica e visual de artistas que cobrem todo o século, desde Amadeu de Souza Cardoso ou Almada Negreiros, até artistas jovens como Pedro Gomes ou Filipa César.
Perante a panóplia de obras de arte, a comissária da exposição enaltece que a arte contemporânea, por definição, recorre a todos os meios e a todos os suportes. “Isto está aqui bem visível”, remata Leonor Nazaré.

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