Emparcelamento para viabilizar raça Churra
Francisco Rodrigues é ainda da opinião de que os agricultores serão de começar a pensar em criar áreas de pastoreio maiores para que o número de cabeças de gado seja mais relevante.
“O que me interessa ter mais de 90 hectares de terreno todos fraccionados? Se fossem dois o três prédios com mais de 30 poderia colocar uma vedação e deixa andar os animais à vontade de forma a poder desenvolver outras actividades”, exemplificou o produtor pecuário.
São estes factores que por vezes levam a ao “desanimo” no seio do produtores de gado ovino o que os leva a abandonar a criação quando de trabalho com animais cuja carne é considerada de “extrema qualidade ”.
Desabafos feitos durante os XVI concurso Nacional de Ovinos de Raça Churra Galega Mirandesa que decorreu em Malhadas (Miranda do Douro) no passado dia 16. A iniciativa registou este ano uma quebra de cerca de 20 por cento face ao anterior concurso.
No entanto, os responsáveis pela manutenção daquela raça autóctone mostram-se crentes no futuro e acreditam mesmo que o efectivo poderá aumentar fruto de uma nova estratégia de comercialização da carne de cordeiro.
“Os preços da carne estão estagnados no mercado. Agora com criação da nova cooperativa agrícola tendo em vista a comercialização da carne, o produto poderá tornar-se mais rentável”, acredita Francisco Rodrigues.
O selo de Denominação de Origem Protegida atribuído ao cordeiro foi “uma vitória dos produtores”
“Agora cabe as gerações mais novas levar me frente a manutenção de uma raça com potencialidades no mercado das carnes de qualidade”, referiu o responsável.
Actualmente o livro genealógico da raça ovina churra mirandesa dispõe actualmente um efectivo quê ronda as seis mil e 500 cabeças, no entanto os responsáveis pela raça mostram-se tranquilos” quanto ao seu futuro”.