Mata Nacional do Reboredo ganha vida
Através da plantação de espécies nobres como a azinheira e o medronheiro, a autarquia pretende prevenir incêndios na Mata Nacional do Reboredo, criando “uma barreira natural” que trave o avanço das chamas. Além disso, esta acção permite atenuar a “desertificação” dos solos depois dos incêndios.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Aires, em 2006 foi assinado um protocolo entre a Autoridade Florestal Nacional e a autarquia, altura em que foi colocado em marcha um plano de reflorestação da Mata Nacional do Reboredo.
Na primeira fase do projeto foram plantados no perímetro florestal da mata do Reboredo cerca de 20 mil carvalhos negrais, o que permitiu reflorestar 25 hectares de terreno, cujas espécies arbóreas foram devastadas por um incêndio de “grandes proporções” que consumiu cerca de 300 hectares de mancha florestal em 2003.
“Como a autarquia é proprietária de cerca de 400 hectares de terreno na serra do Rebordo, foi estipulado um plano de reflorestação do perímetro florestal de médio e longo prazo, tendo em vista a recuperação das áreas ardidas,” explicou o autarca.
Autarquia faz abates culturais para renovar espécies e gerar receitas com a venda de madeira
Por outro lado, foi apresentada pela autarquia uma candidatura a fundos do PRODER para continuar o processo de florestação de mais 50 hectares da área ardida em 2003.
“A ideia passa por plantar ao longo dos próximos anos espécies florestais que ajudem a estancar os incêndios numa zona do concelho rica em biodiversidade”, acrescentou José Aires.
O autarca garantiu que, na maioria dos casos, os incêndios que deflagraram na área do Reboredo “começam em terrenos abandonados que circundam a serra”.
A Câmara de Torre de Moncorvo promove abates culturais de forma a renovar as espécies mais antigas e a criar riqueza através da comercialização de madeira e outros derivados.
A Mata Nacional do Reboredo é de “vital” importância na parte sul do distrito de Bragança, já que é considerada “um santuário da biodiversidade” devido as suas espécies autóctones, algumas delas únicas na Europa, como é caso da mancha de carvalho negral.
A mancha de carvalho negral na serra do Reboredo representa 30 por cento das espécies existentes numa mancha florestal com cerca de 400 hectares de extensão.