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Centros de Saúde sem vigilância

Centros de Saúde sem vigilância
  • 13 de Abril de 2011, 20:27

Os Centros de Saúde de Bragança vão deixar de ter vigilância. Esta foi a informação avançada pelos responsáveis das unidades de saúde da capital de distrito aos três seguranças que exercem funções de vigilância nos Centros de Saúde da Sé e de Santa Maria.
Na passada sexta-feira, os funcionários da Comansegur apresentaram-se ao serviço, mas recusaram abrir as portas, o que apanhou de surpresa utentes e funcionários.
Hugo Bragança, o segurança destacado para o Centro de Saúde da Sé, afirma que a empresa o avisou, por telefone, que o dispensava de exercer funções naquela unidade de saúde.
“Vou comparecer ao trabalho porque se faltar cinco dias seguidos sou despedido. Por isso vou continuar a vir enquanto não tiver uma resposta formal da empresa”, acrescentou Hugo Bragança.
O funcionário afirma que não abriu a porta por considerar que poderia ser responsabilizado por este acto, uma vez que foi informado que naquele dia já não exercia funções de segurança no centro de saúde.
“Temos um contrato até ao início do próximo ano. Não recebemos nenhuma carta de despedimento da entidade empregadora, nem nenhuma comunicação oficial. Não sabemos o que se vai passar”, lamenta Bruno Correia, outro segurança.
O profissional afirma que foi informado pelos responsáveis dos centros de saúde de que o serviço iria ser extinto, pelo que teme pelo futuro.
O presidente do Agrupamento de Centros de Saúde do Nordeste, Vítor Alves, confirma que a extinção da vigilância nos centros de saúde é uma medida da Administração Regional de Saúde do Norte para reduzir custos, uma vez que nunca houve problemas de segurança nestas unidades de saúde.

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