Região

Colégio da Torre inaugura residência para estudantes

Colégio da Torre inaugura residência para estudantes
  • 12 de Abril de 2011, 22:45

O Colégio de Torre D. Chama inaugurou, na passada segunda-feira, uma residência de estudantes, com 42 quartos, quatro dos quais para portadores de deficiência, e nove apartamentos integrados na residência.
Com a entrada em funcionamento das novas instalações, o Colégio pretende alargar a oferta a um maior número de alunos. “Pensamos também implementar campos de férias, fazer intercâmbios culturais com jovens de outros países de África e da Europa”, realça a directora pedagógica do Colégio de Torre D. Chama, Rosa Maria Carvalho.
A inauguração da residência e de espaços desportivos surge numa altura em que o Ministério da Educação tem em cima da mesa a proposta de revisão dos contratos de financiamento ao ensino privado, que podem resultar em cortes nas transferências para os colégios. No entanto, Rosa Maria Carvalho desdramatiza e sem revelar o montante investido na residência de estudantes lembra que esta obra já foi pensada há 10 anos e demorou cerca de seis anos a concretizar.
A responsável prefere realçar as condições que o Colégio de Torre D. Chama oferece aos alunos. “Já recebemos alunos dos concelhos limítrofes, que ficam mais perto da Torre do que das suas sedes de concelho. São os próprios alunos que optam por vir para cá pelas condições de estudo que aqui têm”, salienta a responsável.

Estudo elaborado pela Universidade de Coimbra realça o facto do Colégio da Torre estar inserido num meio onde não há ensino secundário público

A directora pedagógica lembra, ainda, que as distâncias também são um factor importante a ter em conta. “ Se estão a 15 ou 20 minutos com transporte a horas próprias e não têm que acordar de madrugada para vir para a escola, não vão para uma escola mais longe. É o colégio que garante o transporte dos alunos”, acrescenta Maria Rosa Carvalho.
Na inauguração da residência também esteve presente o director Regional de Educação do Norte, António Leite, que admitiu a possibilidade do Colégio da Torre ser brindado com um regime de excepção no que toca ao financiamento da parte do Ministério da Educação.
O responsável invoca o estudo que foi pedido pelo Ministério à Universidade de Coimbra, que salienta o facto da Torre estar inserida num meio em que os alunos têm dificuldades em ir para escolas públicas. “O princípio do contrato de associação é existir nos locais onde a rede estatal não é suficiente. Neste local o Estado não tem oferta de ensino secundário. No entanto, ainda não está tomada nenhuma decisão”, afirmou António Leite.
O responsável da DREN garantiu, ainda, que a fusão do Agrupamento de Torre D. Chama com o Agrupamento de Escolas de Mirandela ainda não é para avançar no próximo ano lectivo.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin