Aldeias do Parque aguardam rede móvel
As aldeias inseridas no Parque Natural de Montesinho (PNM) podem vir a ter cobertura de rede móvel, caso haja operadores interessados em apostar nesta área protegida.
À margem das comemorações do Dia Mundial da Árvore, o director do Departamento de Gestão das Áreas Classificadas do Norte (DGACN), Lagido Domingos, afirmou que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está disponível para ajudar a resolver este problema, autorizando a colocação de antenas nos locais onde não haja prejuízo para os valores naturais que devem ser salvaguardados.
“Nós estamos disponíveis para ajudar a resolver o problema, ver os sítios mais adequados onde de facto se podem colocar. Agora do ponto de vista técnico a responsabilidade é de um operador privado”, explica Lagido Domingos.
Por sua vez, o director-adjunto do DGACN, Vitório Martins, realça que o problema da falta de rede já foi resolvido na zona de Espinhosela, com a colocação de uma antena transmissora na zona do quartel dos GIPS, em Cova de Lua.
Rede de telemóvel na área do Parque de Montesinho depende da vontade das populações e dos operadores privados
O responsável avança que houve vontade da população de outras aldeias em ter, igualmente, rede de telemóvel, um problema que poderá ser resolvido desde que haja operadores privados interessados em instalar as infra-estruturas em locais onde não interfiram com os valores da conservação da natureza.
“É uma necessidade e desde que não interfira com valores de conservação da natureza, que é a nossa missão, nós estudaremos as melhores soluções para que isso possa acontecer”, garantiu Vitório Martins.
No entanto, o responsável lembra que o problema da rede de telemóvel nas aldeias do PNM só poderá ser resolvido se houver vontade dos operadores privados, mas também das pessoas que vivem nesses locais. “Certamente que há sítios em que os operadores privados não estarão interessados em instalar antenas”, adiantou Vitório Martins.
Já Lagido Domingues realça, ainda, que no âmbito da maior abertura do ICNB para resolver os problemas das pessoas que vivem em aldeias integradas no Parque, deverá arrancar, ainda durante este ano, um projecto para a realização de fogo controlado, numa articulação com as populações e com os pastores, salvaguardando o interesse de ambas as partes.