Golos e expulsão determinantes
Além dos golos, o jogo ficou marcado pela expulsão de um defesa madeirense ainda antes do intervalo. Acabou por ter sido porventura este o momento da viragem no jogo. Isto porque a equipa estava em vantagem, quer no marcador, quer nas acções em campo, mas Tiago, que já tinha sido ‘amarelado’ minutos antes, ‘manchou’ a estóica exibição da formação da Ponta do Sol, ao cometer, na mesma jogada, dupla falta. Ambas pelas costas do adversário e com a agravante de terem sido protagonizadas à saída da área contrária. A ansiedade desmedida de querer cortar a tentativa de contra-ataque dos continentais, acabou por valer-lhe a justa expulsão, com reflexos no desempenho da equipa, que a partir de então viu-se obrigada a recuar, perante o crescente assédio dos forasteiros.
Estava assim comprometida a escassa vantagem, conseguida ainda antes de se esgotar o minuto inicial, num soberbo pontapé do ‘meio da rua’ de Nuno Correia. Seguiu-se mais de meia hora de jogo repartido, sem lances de perigo junto das balizas. Já perto do intervalo e de ‘rajada’, o Pontassolense ameaçou ampliar a vantagem em três ocasiões de perigo, duas delas negadas pelo guardião contrário.
Na 2ª parte, tirando partido da vantagem numérica e do futebol directo, o Macedo de Cavaleiros foi mais ofensivo, desperdiçando algumas boas oportunidades, ante a resistência local, aqui e ali com contra-ataques perigosos. Os nortenhos acabaram por chegar ao empate, já na ponta final da partida, num livre frontal. Nos descontos, uma falta do último defesa visitante, a impedir que um avançado da casa se isolasse, não foi punida com a correspondente expulsão.