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Betonagem arranca no Baixo Sabor

Betonagem arranca no Baixo Sabor
  • 24 de Março de 2011, 02:04

Arrancaram as obras de betonagem da Barragem do Baixo Sabor. Recorde-se que a injecção de betão na barragem de jusante, junto à ponte da Portela, já tinha começado, mas agora foi a vez do principal paredão do aproveitamento hidroeléctrico, situado a montante
Na construção das barragens vão ser gastos cerca de 700 mil metros cúbicos de betão, tendo sido escavados mais de 580 mil metros cúbicos de rocha para assegurar as respectivas fundações.
Segundo o director de projecto da Barragem do Baixo Sabor, Lopes dos Santos, o primeiro trimestre deste ano está a ser decisivo. “A betonagem da barragem a montante é um marco importante”, salientou o responsável, acrescentando que até chegar a esta fase tiveram de ser “ultrapassadas” várias etapas, desde o rompimento de acessos, construção de estaleiros, desvio do rio e construção das fundações entre outras acções.
“Foi desenvolvido um trabalho intenso até estarmos em condições de iniciar a betonagem das duas barragens, onde se foi avançando, ao mesmo tempo, com os trabalhos nas fundações das centrais hidroeléctricas”, explicou Lopes dos Santos.
Para os responsáveis da EDP, a construção do empreendimento entra numa nova fase, tendo em conta que as duas barragens começam a ganhar forma.

As obras empregam, actualmente, mais de 1.000 trabalhadores

“Os próximos dois anos serão determinantes para a implantação das medidas ambientais previstas. Começamos a olhar para a frente, já que o projecto tem alguma história na sua construção, sublinhou Lopes dos Santos.
Segundo dados da empresa, a empreitada emprega, actualmente, mais de 1.000 trabalhadores, número alcançado no final de Fevereiro, pela primeira vez.
Ainda de acordo com a mesma fonte, 32 por cento dos operários contratados são da região e nela estão envolvidas 13 empresas locais, num total de 85 firmas contratadas.
O enchimento da barragem está previsto para 2013, devendo começar a produzir electricidade em 2014, altura em que se assinalam seis anos sobre o início da construção. Nessa altura surgirá a terceira maior albufeira do País e uma reserva de água “estratégia” para a bacia hidrográfica do Douro.

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