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Alternar a rotina diária

Alternar a rotina diária
  • 1 de Março de 2011, 21:48

Antes só existia como um site de promoção musical, mas hoje é uma das poucas promotoras a desvendar e divulgar uma cultura urbana emergente.
O início da história remonta a Setembro de 2007, aquando da criação “Dedos Biónicos”. Dois meses passados, em Novembro, surge em estreia com o seu primeiro trabalho no Central Pub. Os Biarooz vieram de Barcelos para aquele que seria o primeiro concerto da promotora musical. Dava-se, assim, o lançamento da pedra basilar. O arranque inaugural de uma série de actuações brindadas, agora, no êxito de um caminho trilhado por 100 concertos num cenário alternativo distinto.
“A Dedos Biónicos como promotora conta com a ajuda de alguns parceiros que, basicamente, são amigos. São um grupo de quatro ou cinco pessoas e a ajuda deles depende da sua disponibilidade, fazem o que podem”, explica o seu fundador, Nuno Fernandes. Bares como o Central Pub, o Espaço Domus e o Klaustrus, disponibilizaram, por diversas vezes, os seus espaços e, ultimamente, o Museu Abade de Baçal, numa “atitude de louvar”, elogia. Mas na organização dos concertos, é Nuno que trata, praticamente, de tudo sozinho.
“Já há um conjunto de pessoas que são assíduas a este tipo de eventos com novas sonoridades, tendências alternativas, e temos uma média de 40 a 50 por espectáculo, que é o nosso público-alvo”, revela Nuno. Só último concerto, na passada sexta-feira, com Guta Naki no Museu Abade de Baçal (MAB), o número dos presentes cifrou-se em quase uma centena.

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No entanto, na opinião do promotor, as “poucas empresas” de Bragança negam providenciar apoios a quem realmente procura dinamizar os espaços citadinos e a própria cidade. “A nível de apoios é um bocado difícil. A Dedos Biónicos é uma promotora que sobrevive, apenas, com as receitas de bilheteira. E nem sempre essas receitas são suficientes para pagar às bandas”, admite. Sem um fundo de maneio que lhe permita investir mais nos espectáculos, Nuno publicita que qualquer tipo de apoio é bem-vindo.
Com três anos e três meses, a Dedos Biónicos está à frente do seu tempo ao conseguir trazer bandas de projecção internacional que, de outra forma, nunca viriam a Bragança. “Tem a ver com dois factores: colaborarmos ao nível de incentivos com outras promotoras de Lisboa e, principalmente, do Porto, de cariz alternativo, no sentido de trazermos bandas de peso a preços mais reduzidos e por estas estarem inseridas num circuito”, elucida o principal responsável pelas novas tendências urbanas na Capital do Nordeste. Uma rede de tours que tem crescido, em termos internacionais, desde há cinco anos, auxiliada, em grande medida, pelas novas tecnologias, nomeadamente, a Internet. “Certos grupos passam por Bragança porque estão inseridas numa tour europeia e a nossa cidade acaba por ser um ponto estratégico, pois está situada entre Porto e Madrid”, declara o fundador da promotora. Segundo Nuno Fernandes, trata-se de descentralizar os concertos das grandes cidades, através de promotoras parceiras que viram nele a pessoa indicada para a cidade brigantina.

Agenda carregada

No panorama alternativo brigantino, estão já marcados os seguintes espectáculos: a 16 de Março, de França, chega-nos Le Singe Blanc, uma banda com mais de 20 anos de estrada. A 26 do mesmo mês, um grupo de Barcelos, The Glocken Wise. No mês seguinte, a 3 de Abril, de Bristol (UK), chega-nos o incomparável Matt Elliot, líder do “The Third Eye Foundation”. Um grupo que influenciou bandas como os “Massive Attack” e os “Portishead”. No dia 10, o projecto “Powerdove”, oriundo dos Estados Unidos da América.

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