Feira de Produtos da Terra dinamiza Arcas
As tradicionais bolas finas de Arcas dão fama à Feira de Produtos da Terra que se realiza nesta localidade do concelho de Macedo de Cavaleiros. A Rural Arcas, que decorreu no passado fim-de-semana, foi visitada por pessoas da região, mas também pelos caçadores que se deslocam da zona do Porto para participar nas montarias e aproveitam para comprar os produtos caseiros vendidos no certame.
Na 8ª edição da feira, a população que expõe os seus produtos confessa que aumentou a produção para vender na feira anual, que é uma verdadeira montra daquilo que de melhor se faz nesta freguesia. O fumeiro é confeccionado à moda antiga, tal como o folar, a doçaria e as tradicionais bolas finas, muito procuradas por quem visita Arcas por esta altura.
“ Fiz cerca de 200 bolas e já vendi mais de metade da produção. É uma receita antiga, que dá muito trabalho. Levam ovos caseiros, azeite, manteiga, farinha e depois passo horas a calcá-las”, conta Maria Helena Mico, uma habitante de Arcas que participa na feira desde a primeira edição.
Organização conseguiu realizar a feira com cortes nos apoios na ordem dos 70 por cento
Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Arcas, Artur Parreira, enaltece a importância da feira para dinamizar a freguesia, visto que há muita gente de fora que visita Arcas para comprar produtos caseiros com qualidade garantida.
Este ano, a contenção orçamental também mexeu com o certame, que viu reduzido o apoio financeiro concedido pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros (CMMC). Esta situação levou a organização a pedir a colaboração dos expositores, que pagaram 50 euros pelo aluguer do espaço.
“O mais importante é que está aqui uma feira com muita qualidade e isso mostra que é possível conseguir bons resultados optimizando os recursos”, salienta o presidente da CMMC, Beraldino Pinto.
A Rural Arcas também está ligada às montarias, que, este ano, contaram com um número razoável de caçadores. A primeira montaria rendeu seis javalis aos cerca de 40 caçadores que cobriram a mancha.
“Aqui fazemos as montarias mais antigas do concelho. Ainda somos daquele tempo em que iam os caçadores e o povo metia-se ao monte sem cães e sem nada. Agora é com as matilhas que se bate o monte”, recorda Artur Parreira.