INFARMED garante farmácia em Izeda
A vila de Izeda vai continuar a ter uma farmácia. A garantia é dada pelo INFARMED, que explica que o vencedor do concurso para a instalação de uma farmácia na freguesia de Santa Maria foi obrigado a encerrar o equipamento na vila transmontana dado tratar-se de uma transferência.
No entanto, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde informa que nestes casos os restantes classificados são contactados, por ordem decrescente na classificação final, para serem informados da possibilidade de instalarem um equipamento no lugar deixado vago.
Contactado pelo Jornal NORDESTE, o INFARMED explicou, ainda, que o proprietário da farmácia Central, instalada em Izeda, foi classificado em primeiro lugar no concurso para a instalação de uma farmácia na freguesia de Santa Maria ao abrigo da Portaria 936-A/99, de 22 de Outubro, que permite à farmácia que solicita a transferência a graduação automática em primeiro lugar.
Dado que o proprietário foi obrigado a encerrar as portas em Izeda para abrir em Bragança, o INFARMED já notificou o candidato classificado em segundo lugar para instalar uma farmácia na vila transmontana. Caso este candidato rejeite a proposta, serão contactados os restantes classificados até se encontrar um interessado em abrir uma farmácia em Izeda.
INFARMED não avança uma data para a reabertura da farmácia de Izeda
Recorde-se que a Farmácia Central, que funcionou 11 anos na vila de Izeda, encerrou as portas no passado dia 15 de Fevereiro. O proprietário abriu um equipamento do género na freguesia de Santa Maria, próximo do Centro de Saúde de Bragança nº II, depois de ter vencido o concurso aberto em 2005 pelo INFARMED. A localização do equipamento é polémica, uma vez que não agrada à maioria da população e ao autarca da freguesia de Santa Maria, mas é considerada legal pela Autoridade Nacional do Medicamento.
Perante esta situação, a presidente da Junta de Freguesia de Izeda, Rosa Pires, afirmou, na passada Assembleia Municipal, que a população está preocupada, porque teme que a farmácia da vila não volte a abrir as portas.
Trata-se de um equipamento que serve um leque abrangente de pessoas, que residem nas freguesias do sul do concelho de Bragança e algumas do concelho de Macedo de Cavaleiros.
A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde vem agora descansar a população, garantindo a continuidade da farmácia na vila transmontana, apesar de não avançar um prazo para a reabertura deste equipamento.