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Unidos na música pela amizade

Unidos na música pela amizade
  • 23 de Fevereiro de 2011, 10:07

Banda: Happy Mess
Entrevistado: Vítor Pereira (Viola Baixo)

1 @ Como é que surgiu a ideia de formar o grupo?

R: Na origem da banda está outra banda que tivemos na adolescência, há mais de duas décadas, os «Papá Hugo e Etc». Estivemos separados musicalmente durante todos estes anos, mas mantivemos a amizade e isso foi fundamental para o reencontro ocorrido no passado mês de Setembro, em Valpaços. Foi uma iniciativa da Câmara local que desafiou as bandas da terra dos anos 80 para um regresso ao palco. Surgimos, nessa altura, com o nome «Papá Hugo Reloaded», demos novos arranjos a alguns temas da altura e compusemos alguns inéditos. Ensaiámos intensivamente, o público gostou e nós também. Por isso, decidimos voltar a compor, a ensaiar e a tocar, mas com outro nome, uma vez que dos Papá Hugo só ficaram três antigos elementos.

2 @ Porquê o nome The Happy Mess?

R: The Happy Mess foi o nome escolhido depois de semanas de árdua discussão e indecisão entre todos. Somos um grupo de pessoas diferentes com profissões tão diversas, como jornalistas, empresários e psicólogos. Somos uma confusão unida pela amizade e pela música. E somos felizes assim. Daí a “confusão feliz”. Digamos que se chegou a um consenso democrático…

3 @ Tocais só originais? E porquê, também, em inglês?

R: Tocamos, fundamentalmente, originais. Temos 12 temas. Mas, também, não temos problema em tocar não covers, mas versões. Ou seja, fazer o que fizemos com o tema Gone Daddy Gone dos Violent Femmes, dar-lhe uma interpretação nossa. Cantamos em Inglês e em Português. A língua inglesa é mais musical, daí a opção também pelo Inglês, mas também é um desafio fazer boas músicas em Português.

4 @ Como correu o concerto de apresentação, em Lisboa. Porquê na capital?

R: Tivemos oportunidade de fazer o concerto de apresentação do CD num dos locais mais emblemáticos, em termos culturais, de Lisboa e do país, que é a Fábrica do Braço de Prata. Foi fantástico! Com muita gente a vibrar e muita adrenalina e diversão no palco e fora dele. Lisboa será sempre um local de eleição para espectáculos, é a capital cultural de Portugal e não há nada a fazer.

5 @ O vosso CD está a ser bem recebido pelo público?

R: A gravação do CD surge depois do concerto de Valpaços. Escolhemos um grande estúdio, por sugestão do nosso amigo Gomo que estava a gravar no mítico «Namouche». A ideia era gravar uma maquete, mas o Joaquim Monte, que fez a produção, “obrigou-nos” a perder mais algum tempo e tentar fazer mais qualquer coisa. Acolhemos logo a ideia, até porque estamos a falar de um profissional que está habituado a lidar com grandes músicos como os Xutos e Pontapés e Tiago Bettencourt.

6 @ Já estão muitos concertos marcados? Queres revelar algumas datas?

R: Até calha bem que perguntes isso. Podemos anunciar, já em primeira mão, que vamos estar na Queima das Fitas de Bragança, no próximo dia 13 de Maio, na primeira parte dos GNR. Será, curiosamente, um reencontro com eles, mais de 20 anos depois, já que tocamos juntos em Valpaços, na altura com os Papá Hugo. Temos que agradecer desde logo à Associação Académica pela aposta.
Estamos a preparar, também, um concerto no Porto, e vamos, ao que tudo indica tocar no próximo mês de Março no LX Factory em Lisboa. Também já está agendado um concerto nas festas de Valpaços deste ano, em Setembro. O Município de Valpaços, ao qual agradecemos, é responsável pelo renascimento deste projecto e pelo apoio à concretização de um sonho antigo, o de editar um disco.

Formação The Happy Mess.

Miguel Ribeiro (vocalista e guitarrista), o Rui Costa (teclados), o Miguel Falcão Pereira (guitarra e percussão), o Gaspar Borges (guitarra) o Francisco Café (guitarra e samplers), o Renato Lopes (bateria) e Vítor Pereira (viola baixo)

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