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Foz Tua multimodal

Foz Tua multimodal
  • 23 de Fevereiro de 2011, 09:46

Fotografias:Rui Ferreira

A EDP vai investir 10 milhões de euros para garantir a mobilidade das populações e turistas, após a construção da barragem de Foz Tua.
A garantia foi deixada na passada quinta-feira, durante o lançamento da 1ª pedra da barragem, na presença do primeiro-ministro, José Sócrates.
Segundo o director de projecto do aproveitamento de Foz Tua, Freitas da Costa, será implementado um sistema multimodal, em regime de concessão, dividido em duas vertentes: um destinado à mobilidade quotidiana e outro com finalidade turística.
A solução passa pela utilização do troço ferroviário de 2 quilómetros, entre a estação do Tua e a base da barragem. Depois, os passageiros embarcarão num funicular para vencer o desnível até ao cimo do paredão. Segue-se o transporte fluvial pela albufeira até à Brunheda, num troço de 19 quilómetros, ao longo dos quais serão construídos embarcadouros. O resto do percurso, entre Brunheda e Mirandela, será feito em comboio, numa extensão de 39 quilómetros.
O presidente da EDP, António Mexia, acredita que esta solução potenciará a actividade turística, gerando emprego e dinamismo na região.
A barragem de Foz Tua, por si só, envolve um investimento de 305 milhões de euros e criará 4.000 postos de trabalho, 1.000 dos quais directos, ao longo dos próximos cinco anos.
No sentido de valorizar os recursos endógenos e aproveitar as oportunidades geradas pelo aproveitamento hidroeléctrico, será criada a Sociedade de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua. Esta entidade terá participação dos municípios de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, com vista a concretizar projectos considerados estruturantes para a região.
O aproveitamento de Foz Tua, que começará a produzir em 2015, resulta do primeiro concurso público lançado pelo Instituto da Água, no âmbito do Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico. Com uma potência instalada de 251 MW, a produção média bruta será de 585 GWh/ano, a que corresponde uma produção média líquida de 275 GWh/ano.

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