Minuto diabólico foi decisivo
Quem assistiu, na semana passada, a um jogo tão equilibrado para a Taça, que terminou empatado a 3 golos entre estas equipas, nunca esperaria um resultado tão desnivelado. O “dar o ouro ao bandido” das locais acabou por acontecer e as mirandelenses “chamaram um figo”. Esperava-se que as locais quisessem no seu reduto provar que eram melhores ou que as forasteiras se quisessem vingar do empate consentido em casa, podendo o resultado pender para um ou outro lado, consoante a estrelinha, mas nunca tal desequilíbrio.
E o resultado não merece contestações, justificando-se com a sorte do jogo, melhor organização defensiva, mais intensidade na pressão sobre a bola, velocidade na transição, qualidade no remate e motivação. No entanto, a motivação teve tudo para ser das locais, que inauguraram o marcador aos 5’ e só consentiram o empate aos 16’.
O livre espectacular de Rita a empatar terá dado o ânimo para a excelente jogada individual da Sónia Sapateiro, com finalização operando a reviravolta. E fazer um golo mesmo em cima do apito para o descanso é o que de melhor pode acontecer a uma equipa, cujo descanso é feito sem pressões, anima e motiva, mas, ao mesmo tempo, para quem sofre é o pior, pois não descansa e cria pressão para o reinício.
E foi o que aconteceu, as atletas de Mogrão entraram embaladas para recuperar do prejuízo, arriscaram demasiado, perderam a bola, não empataram e vêem a diferença passar para dois golos, e, no mesmo minuto, para quatro golos. Depois de sofrer três golos, acalmaram, organizaram-se e passaram a equilibrar, mas já era tarde. As atletas de Mirandela estavam calmas e motivadas, não davam espaços, não erravam e a cada risco local respondiam com golo. A finalizar Sara ainda reduziu, mas já era tarde, pois o resultado estava feito e a vitória entregue.