Região

Gaita de fuolhe Mirandesa

  • 10 de Fevereiro de 2011, 14:33

No dia 19 de Fevereiro a Associação Cultural Galandum Galundaina, vai realizar na cidade de Miranda do Douro um FÓRUM de peritos da Gaita de Fuolhe Mirandesa, integrado na Feira dos Sabores de Miranda do Douro.

O evento é promovido pela Galandum Galundaina Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da Delegação do Ministério da Cultura do Norte, de construtores de gaitas, de palheteiros e músicos gaiteiros.

Este fórum visa dar continuidade aos trabalhos iniciados em 2007, com o propósito de recuperar e padronizar a ”gaita de fuolhe Mirandesa”, única gaita portuguesa.

Em 2008 renasceu o instrumento do estudo de diversas gaitas antigas. Chegou-se a um padrão de construção, sem perder as principais características tímbricas e estéticas, e definiram-se medidas para que todos os construtores possam fazer instrumentos iguais, os músicos possam tocar em conjunto e assim fomentar o desenvolvimento das escolas de “gaita de fuolhe”.

A razão deste fórum é que passados estes anos, os músicos com a sua prática, concluíram que o instrumento tem alguns problemas de afinação que se podem melhorar, adquirindo outras potencialidades melódicas. Esta reunião é para definir com o rigor dos peritos as alterações que se pretendem e acrescenta-las ao documento da padronização.

A Gaita de fole Mirandesa é um instrumento com um timbre muito próprio e característico, com a escala “aberta” destemperada, com a tessitura de uma escala e meia cromática, permite fazer, com digitações definidas, escalas maiores, escalas menores, modais e ainda a possibilidade de tocar em conjunto com outros instrumentos.

Este feito tem uma grande importância para a cultura musical do Nordeste Trasmontano, uma vez que a “gaita de fuolhe” foi o instrumento musical mais tradicional da região, trata-se da recuperação de um instrumento que estava extinto, substituído pelas gaitas Espanholas, Sanabresa ou Zamorana e Galega ( raianas ).

A Padronização da “Gaita de Fuolhe” já permitiu que surgissem diversas escolas de gaiteiros na região trasmontana: Miranda do Douro, Sendim, Palaçoulo, Mogadouro, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Real. Contam-se 10 professores, mais de 150 alunos e diversos construtores. O fundamental é que já se podem ouvir gaiteiros em todas as festas tradicionais da região, do país e alem fronteiras.

“Nien mais ua fiesta sien gaitas!”

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