Alegre promete debater a Regionalização
Foi durante o almoço/comício, em Bragança, que o candidato do PS à Presidência da República, Manuel Alegre, lançou um repto aos socialistas, bloquistas e comunistas para votarem massivamente no próximo domingo, de modo a forçar uma segunda volta nas eleições.
De resto, o apelo ao voto para decidir as Presidenciais num segundo escrutínio foi também um ponto alto do discurso do deputado socialista Mota Andrade, que convocou os brigantinos para comparecerem às mesas de voto. “É preciso que ninguém falte”, frisou o deputado, também presidente da Federação Distrital do PS.
Manuel Alegre referiu que a campanha eleitoral é um combate político. “É natural que se façam críticas políticas e perguntas incómodas”, disse, sublinhando que isso não é entrar numa campanha de baixeza. “O impróprio é não fazer críticas e não esclarecer o que deve ser esclarecido”, acrescentou.
O socialista explicou que veio, novamente, a Bragança pelo respeito que tem pelo distrito e por Trás-os-Montes, mas também pelos autarcas “que lutam contra a adversidade e tentam modernizar as suas terras, criando condições para o investimento e para que se criem postos de trabalho”.
No seu périplo pelo país, o candidato verificou que os maiores problemas são a desertificação e a desigualdade territorial. “Ambos contribuem para a desigualdade social”, lamentou. Por isso, se for eleito Presidente da República o combate à desertificação será uma das suas prioridades. “Promoverei os Estados Gerais da Justiça e um debate nacional sobre o ensino da língua portuguesa e a necessidade de os grandes autores voltarem às escolas”, prometeu.
O grande debate nacional será sobre o Interior e a desertificação, lançando as bases para discutir a Regionalização
Mas o grande debate nacional será sobre o Interior e a desertificação, lançando as bases para discutir a Regionalização. “Eu no passado tive muitas dúvidas sobre será ou não a melhor solução, mas vendo a maneira como se tem agravado o problema da desertificação, penso que chegou a altura de nós fazermos uma reflexão séria sobre a Regionalização como um instrumento para combater a desigualdade”, justificou.
Resumiu o combate político a um conceito: “esta democracia, com os direitos todos, contra uma democracia sem direitos sociais”.