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Bragança aprova orçamento

Bragança aprova orçamento
  • 4 de Janeiro de 2011, 17:58

O orçamento não reuniu consenso entre os deputados, que acusaram o executivo de ter elaborado o documento sem respeitar a moção apresentada pelo Bloco de Esquerda em Fevereiro passado, aprovada por maioria, que defendia a elaboração de um orçamento participativo. Na hora de votar foram registados 48 votos favoráveis, 21 contra e 15 abstenções, após uma recontagem de votos a pedido dos deputados socialistas.
Os valores estimados para 2011 representam uma diminuição de gastos na ordem dos 6,91 por cento. Olhando para os números registados este ano verificou-se uma diminuição da despesa global em 3,3 por cento, mas a despesa corrente registou um aumento de 2,78 por cento. Esta situação deve-se, segundo o presidente da CMB, Jorge Nunes, à preocupação da autarquia em pagar o mais cedo possível aos fornecedores, tendo em conta as dificuldades inerente à actual conjuntura económica.
Segundo Jorge Nunes vão ser investidos 450 mil euros ao nível da eficiência energética no bairro da Mãe d`Água, para diminuir a factura da electricidade dos moradores, e estão previstos, ainda, investimentos ao nível da regeneração urbana, bem como de infra-estruturas de saneamento básico e de pavimentação de estradas no Mundo Rural. Já a criação do Parque de Ciência e Tecnologia é um dos projectos emblemáticos que deverá avançar no próximo ano.
Estas medidas não convenceram a oposição, que criticou o executivo liderado por Jorge Nunes de continuar a apostar nas grandes obras que não geram riqueza e contribuem para o aumento da despesa.
“Este orçamento é um autêntico fiasco, não estando à altura dos bragançanos. Por isso, votamos contra”, justificou o deputado da CDU, José Brinquete.
O PS, pela voz de Bruno Veloso, também chumbou o documento, considerando que foi “feito nas costas dos cidadãos”.
Por sua vez, a deputada do CDS, Cláudia Guedes de Almeida, votou contra por considerar que o documento revela falta de estratégia sustentada e de políticas para o município.

Oposição insurge-se contra
as grandes obras, que garantem que não geram riqueza, mas contribuem para o aumento
da despesa

Luís Vale, deputado do Bloco de Esquerda, critica o facto do orçamento não ser participativo e afirma que não traz nada novo, pelo que mereceu o voto contra do Bloco.
O deputado do Movimento Sempre Presente, José Lourenço, esteve ao lado da restante oposição e votou contra o documento, que considera uma lista das obras que foram lançadas no período da campanha eleitoral, que não são o motor para contrariar a crise.
A CMB aprovou, ainda, um empréstimo no valor de 675 mil euros para a criação da ciclovia e da nova praça da Mãe d`Água.

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