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Câmaras suspenderam pagamento à Águas de Trás-os-Montes

Câmaras suspenderam pagamento à Águas de Trás-os-Montes
  • 28 de Dezembro de 2010, 11:44

O assunto foi discutido no passado dia 23, numa assembleia-geral extraordinária solicitada pelos próprios municípios para resolver as questões relacionadas com a água, uma vez que as autarquias consideram que as tarifas pagas aquela empresa intermunicipal “são muito elevadas, enquanto que aquilo que é cobrado aos munícipes é muito mais baixo”, referiu Américo Pereira, presidente da Câmara de Vinhais. Esta situação estará a criar “a asfixia financeira” de alguns municípios, admitiu o autarca. “Não se justifica que a água seja mais cara no interior do que em zonas do litoral. Além disso nós (autarcas) temos pedido que o preço da água baixe, mas o certo é que todos os anos sobe”, acrescentou.
A decisão de suspender o pagamento, pelo menos, durante o tempo em que o processo estiver em avaliação, foi tomada numa reunião realizada em Vila Real, pelos representantes de maioria das 30 Câmaras que integram o sistema multimunicipal.
Américo Pereira frisou que a decisão teve unanimidade. Esta tomada de posição dos autarcas vai ser enviada ao primeiro-ministro, José Sócrates, e à ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.
Os municípios apresentaram uma proposta em que ameaçam com a suspensão do pagamento da factura da água a partir de Janeiro 2011, se a ATMAD se recusar a renegociar a questão do tarifário, que os autarcas reivindicam que seja igual ao do mais baixo do Grupo Águas de Portugal. Por exemplo, a empresa de Água do Douro e Paiva cobra 34 cêntimos pela tarifa de água, enquanto o preço praticado pela ATMAD é de 62 cêntimos.
A situação das Câmaras perante a ATMAD é diferente. Jorge Nunes, autarca de Bragana, explicou ao Jornal Nordeste que o município tem os pagamentos em dia. “Em princípio, para já, não vamos avançar com a suspensão do pagamento”, afirmou. No entanto, o edil não participou na reunião realizada em Vila Real.
A proposta da empresa para 2011 prevê um aumento de 4,7 por cento, com o qual os autarcas não concordam.

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