Natal com banda desenhada e livro de tradições
O Centro Social Paroquial de Santa Comba de Rossas (CSPSCR) lançou dois novos livros, um de banda desenhada e outro de recolha de poemas, contos tradicionais e ditos populares.
As publicações foram apresentadas na Festa de Natal da instituição, na passada quinta-feira, 23, numa cerimónia que juntou utentes, alguns familiares e os profissionais que ali trabalham. A Festa de Natal contou com a leitura de vários poemas, alguns escritos por utentes e familiares, e com a interpretação de canções que integram o livro.
O projecto literário, que partiu da recolha de poemas, contos e ditos populares, foi dinamizado por Ermelinda Morais, técnica superior do Centro Paroquial, que ao longo do ano foi ouvido os idosos e registando as suas histórias. Estas vivências ficam agora guardadas e salvaguardas para a posteridade, tanto mais que fazem parte da história da aldeia.
O livro de banda desenhada “A Família Silva”, trata-se de uma segunda edição, com desenhos de José da Fonte e textos da jornalista Carla Alexandra, que entraram no lar para observarem as vivências do dia-a-dia, retratadas com o exagero próprio das bandas desenhadas, com uma mensagem útil, alertando para a necessidade de bem comunicar. “Esta publicação vem no âmbito das acções de formação, para sensibilizar os técnicos e demais colaboradores das IPSS para a importância de uma boa comunicação”, explicou António Estevinho, presidente do CSPSCR. Este projecto foi iniciado em 2009, com o lançamento da primeira banda desenhada, que alertava para a necessidade de melhorar a qualidade dos serviços prestados aos idosos.
Para além da divulgação, os livros estão relacionados com uma pretensão da instituição que passa por fazer destes locais, onde se lida com a terceira idade, “espaços de cultura”, frisou António Estevinho, que defende que “não podem ser albergues ou depósitos de velhos”.
As publicações vão ser vendidas em conjunto, com o objectivo de angariar fundos para esta obra social, que apoia dezenas de idosos em Rossas e aldeias próximas.
O Centro Paroquial de Rossas tem actualmente 18 seniores em regime de lar e 20 em serviço de apoio domiciliário. A instituição não tem capacidade para acolher mais utentes, mas António Estevinho tem consciência que é pouco. “ Porque os lares são cada vez menos, os idosos são cada vez mais e mais dependentes”, acrescentou.