Chave do sucesso
Adivinhava-se o golo e ninguém tinha dúvidas que arrombado o cofre, seria muito complicado para os minhotos suster a qualidade do futebol trasmontano. Mas com estrelinha aqui e ali, muito mérito do ‘keeper’, e sentido de compensação de toda a equipa, foram conseguindo evitar o golo. O que contribuiu para serenar os locais e levar os forasteiros a querer antecipar o mais rápido possível o golo da vantagem.
O momento do jogo surgiu aos 21’, Bruno Silva num lance inofensivo e sem ângulo, acredita na inspiração e remata para a baliza, fazendo o golo que ainda os tranquilizou mais e abria todas as condições para colocarem em prática uma táctica extremamente defensiva, sem recorrerem ao anti-jogo, espreitando a bola parada e o erro adversário.
Se já só dava Mirandela no jogo, a partir do golo ainda foi pior. Só que agora com cedência estratégica da iniciativa do jogo por parte do Santa Maria, que podia ter aumentado no início do tempo de compensação na sua segunda visita, em jogo apoiado, ao extremo reduto do seu adversário.
O Mirandela foi melhor equipa, fez e arriscou tudo o que estava ao seu alcance para ganhar, teve mais posse de bola, as maiores e melhores ocasiões de golo mas não conseguiu marcar. Pelo andamento dos últimos jogos, bem pode ir à bruxa.
Quanto aos árbitros, tiveram um bom trabalho, exímios no lance do golo, menos bem em três lances que lhes retira a excelência na classificação. Exagero na cartolina dada a Dally, troca na dada a Makhtar que era do ‘keeper’ Salgueiro, e a perdoada a Hilário, por puxão na camisola de Rui Lopes, quando ganhava a dianteira pela esquerda.