Bombeiros de Miranda presenteados
A declaração do governante foi feita anteontem, no 50.º aniversário daquela Associação Humanitária (AHBVMD), 10 anos após a assinatura do primeiro protocolo com o Ministério da Administração Interna.
“Há um protocolo em vigor desde de 2001, o qual não teve efeitos práticos. Porém, estamos convencidos que no início de 2011 poderemos dar andamento ao projecto de ampliação”, explicou o presidente da AHBVMD, Ulisses Firmino.
Em dia de festa, os dirigentes da Associação Humanitária fizerem sentir ao governante que “há falta de outros equipamentos operacionais” tais como uma viatura de combate a incêndios urbanos e uma unidade móvel para desencarceramento.
O corpo de bombeiros de Miranda do Douro conta nas suas fileiras com cerca de 70 efectivos, estando para breve a abertura de uma nova escola que vai permitir formar mais 30 jovens.
Durante as cerimónias foram distinguidos vários elementos e apresentado um livro que compila a história da AHBVMD, desde a sua fundação até ao momento actual. O trabalho é da autoria do investigador mirandês, Hermínio Bernardo.
Vasco Franco foi confrontado com as consequências dos nevões que afectaram a região há pouco mais de uma semana. O governante considera que os constrangimentos registados, tais como o corte de estradas ou o isolamento de algumas aldeias, têm que ter uma resposta local, que passa pelos planos de emergência municipais, desde as Juntas de Freguesia às Câmara Municiais.
“A criação de um plano nacional para fazer face aos nevões, à semelhança do que acontece com os incêndios florestais, não faz sentido, porque as localidades onde cai neve dispõem dos planos municipais de emergência”, sustenta o responsável.
“Criação de um plano nacional para fazer face aos nevões
não faz sentido”
Para Vasco Franco, não há necessidade de grandes intervenções exteriores, ao contrário do que acontece nos grandes incêndios, em que é preciso deslocar meios aéreos e bombeiros entre regiões”.
Quanto aos meios existentes, o responsável admite que os limpa-neve são equipamentos dispendiosos, mas defende que “há outros recursos disponíveis, como a adaptação de meios de limpeza aos tractores e a utilização de sal-gema”, exemplificou.