Flaviense apresenta projecto para recuperar comboios
Para o efeito delineou o Projecto CT – Comboios Transmontanos S.A., tendo por base o projecto da FEVE (Ferrocarriles Españoles de Vía Estrecha), para mostra que é possível explorar comercialmente as Linhas do Corgo, Tua e Sabor. “Para que este projecto seja financeiramente fiável, é preciso fazer a gestão integrada de todas as linhas transmontanas”, refere numa nota de informação escrita.
Para Paulo Santos esta gestão integrada só é possível se as três linhas estiverem conectadas entre si. O projecto defende a criação de dois ramais que liguem a Linha do Corgo à Linha do Tua e a Linha do Tua à Linha do Sabor. “Desta forma podemos fazer uma melhor gestão dos meios materiais e humanos, rentabilizando-os ao máximo”, acrescentou.
Por outro lado crê ser benéfica apenas a utilização da Linha do Tua entre Abreiro e Bragança, ficando assim assegurada a ligação à Linha do Douro, através da Linha do Corgo e da Linha do Sabor, com a construção dos ramais de Valpaços e Mogadouro. Para já o flaviense apresenta propostas de recuperação da ferrovia transmontana, mas não indica possíveis fontes de financiamento. “Para que este projecto seja uma realidade, não é preciso muito, acima de tudo é preciso vontade política e espírito de missão transmontana”, assegura. Cita o exemplo da Linha do Vouga, que contou com o esforço da Câmara de Águeda.
Novos ramais de ligação abrangem toda a região transmontana
A recuperação do caminho-de-ferro em Trás-os-Montes seria feita não só para o turismo (criação de comboios temáticos), uma fonte importante de financiamento, mas também para o transporte diário das populações servidas pelas linhas do Tua, Corgo e Sabor. “Alterando o traçado sempre que necessário para melhorar a velocidade de circulação na via e assim encurtar distâncias entre as populações, alterar e acrescentar novas paragens e estações”, vaticina. No caso da Linha do Corgo propõem a eliminação entre Sabroso e Loivos, construindo um troço mais rápido entre Sabroso e Oura. A que junta a construção de dois apeadeiros em Vila Real, um junto ao Shopping e outro nas imediações do hospital. Prevista está ainda a construção de dois novos ramais que possibilitem a junção das três linhas de via estreita. Ou seja a construção de uma ramal de ligação entre Chaves e Mirandela, passando por Valpaços. O segundo seria para ligar Macedo de Cavaleiros a Mogadouro. A Linha do Sabor teria uma alteração de traçado de modo a passar mais perto das localidades, entre Moncorvo e Miranda do Douro. Parte do troço desta linha do concelho de Moncorvo, entre a vila e o Carvalhal, já foi transformado numa Ecopista, que deverá ser alargada até Carviçais. A ideia aponta também para a construção de uma oficina de manutenção na estação de Mirandela, seria também ali que ficaria o instalado o sistema de controlo das três linhas.
Com a construção dos novos ramais seria possível viajar por toda a região de comboio, por exemplo entre Vila Real, Bragança, Miranda do Douro e Chaves.
GL