REN investe 25 milhões
Entrou em serviço a nova linha Armamar-Lagoaça a 400kV. A infra-estrutura com 87,2 Km de extensão custou cerca de 25,2 milhões de euros e tem como principais objectivos escoar energias renováveis e reforçar as interligações entre Portugal e Espanha.
Actualmente a zona do Douro Internacional tem um valor significativo de potência instalada em centrais hidroeléctricas e parques eólicos. A linha Armamar-Lagoaça vem assegurar o transporte até ao litoral de grande parte da energia produzida nas centrais situadas na bacia do rio Douro e da energia produzida nos parques eólicos situados na zona de Trás-os-Montes.
Paralelamente, a linha em causa constitui uma estrutura crucial na definição do novo eixo de transporte de energia na zona do Douro, pois vem assegurar as condições necessárias ao bom funcionamento do MIBEL, e ainda reforçar significativamente as capacidades de troca de energia entre as redes portuguesa e espanhola.
À semelhança de todas as obras da REN, esta infra-estrutura foi alvo de estudo de Impacte Ambiental que abrangeu os concelhos de Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro.
Esta infra-estrutura tem a particularidade de resultar de um traçado de linhas já existentes e por isso, sempre que possível, foi elaborada uma reconversão das antigas linhas evitando desta forma novos traçados.
Infra-estrutura abrange os concelhos de Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro
No que diz respeito à envolvente paisagística, esta linha encontra-se totalmente integrada na região demarcada do Douro e da sua bacia hidrográfica, abrangendo um território considerável do Alto Douro, e parte de Trás-os-Montes. Esta linha não é visível na maior parte do seu traçado, apenas 22% da infra-estrutura poderá ser vista.
A linha Armamar-Lagoaça atravessa, no seu troço final, o Parque Natural do Douro Internacional. Embora não interfira com a área classificada, houve especial preocupação em manter uma estreita ligação com o ICNB durante o estudo do projecto e execução da obra.
Foi também encomendado um pormenorizado estudo de Impacte Ambiental da área a ser intervencionada pelo projecto. O estudo revelou que na generalidade a maioria dos habitats não foram afectados pela instalação desta linha eléctrica.
A REN tomou a iniciativa de, simultaneamente com a construção da linha em causa, promover o desvio das linhas a 220kV, Pocinho – Valdigem 1, Pocinho – Aldeadavila, e linha Picote – Pocinho, afastando-as assim de áreas urbanas e urbanizáveis, que entretanto se desenvolveram sob as linhas existentes. Esta iniciativa foi registada com um impacte positivo, pela Comissão de Avaliação Ambiental.