Agricultores querem juntar-se para trabalhar melhor
O objectivo é rentabilizar as produções locais, principalmente as mais representativas como a maçã, o vinho e a azeitona. Esta ideia foi defendida durante o colóquio “Perspectivas para a Agricultura no Concelho de Carrazeda de Ansiães”, realizado na passada sexta-feira.
O presidente da Câmara, José Luís Correia, considera fundamental criar um organismo ou uma entidade que permita aos agricultores trabalhar em associação para “que os una, os promova e os potencie” referiu ao autarca.
Carrazeda de Ansiães é um concelho essencialmente agrícola, onde 80 por cento da população se dedica à agricultura, mas o sector é pouco rentável. “Até se podem construir infra-estruturas, mas no futuro poderemos não ter as pessoas”, vaticinou José Luís Correia.
Durante o debate ficou evidente a carência de um organismo do género, ainda que não esteja definido o modelo, para “ganhar dimensão”, sublinhou o edil. “Há produtores de sucesso a nível individual, mas não têm dimensão suficiente para no futuro conseguirem competitividade no mercado”, acrescentou o autarca. A Câmara pode vir a ser parceira ao lado dos agricultores. “Espero que hoje seja o primeiro dia e o primeiro passo nos muitos que se hão-de dar no sentido de se organizarem para atingir o objectivo, que é constituir uma organização à volta da qual se reúnam os produtores para defender a sua produção”, explicou José Luís Correia.
A maior dificuldade dos agricultores é a comercialização da produção. O encerramento da Adega Cooperativa de Vila Flor agudizou a situação, pois muitos agricultores eram sócios.
Também Mário Abreu Lima, representante da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), lançou um repto aos produtores para que se associem e cooperem para produzir mais e melhor.
G.L.