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Exportação de vinhos em alta

Exportação de vinhos em alta
  • 23 de Novembro de 2010, 10:42

A prova conta com um número crescente de produtores nacionais, que procuram o certame internacional do vinho que se realiza, há seis anos, em Trabanca (Salamanca). Esta iniciativa é cada vez mais procurada peles produtores portugueses para conseguirem aumentar as suas exportações para Espanha ou para outros países da América Latina.
A Rota Internacional do Vinho Vindouro-Vinduero (RIV) agrega cerca de 70 parceiros portugueses e espanhóis, oriundos de sectores que vão desde a restauração, produtos endógenos, produção de vinho e azeite ou turismo em espaço rural e meio ambiente.
O coordenador da RIV, José Luís Pascual, afirma que os dois países unidos são capazes de organizar eventos que projectam a região transfronteiriça para os mercados internacionais, já que os produtos começam a ser conhecidos e procurados pelos mercados externos.
“Temos que colocar no panorama internacional a conjugação de esforços entre a região de fronteira. Não se pode ter uma atitude isolada, porque os mercados externos são mais difíceis de conquistar”, realçou o responsável.
Os empresários que integram a RIV consideram que esta estrutura tem projecção internacional e que vale a pena juntarem-se a esta formação de cooperação transfronteiriça.

Vinhos portugueses galardoados em Trabanca (Espanha) pela qualidade de excelência

“Esta iniciativa pode ser uma porta de entrada dos nossos produtos em Espanha, visto que há uma boa divulgação do evento e acabamos por ser mais reconhecidos”, justificou Sérgio Gonçalves, um empresário ligado ao sector da tanoaria.
Num concurso internacional de vinho que decorreu, recentemente, em Trabanca (Espanha), dos mais de 200 vinhos apresentados a concurso cerca de 40 por cento eram de origem portuguesa. Estes néctares arrecadaram uma percentagem considerável de medalhas de ouro e prata em várias categorias.
Para os apreciadores dos “bons vinhos”, as iniciativas promovidas pela RIV podem ser encaradas como uma forma de potenciar o eno-turismo, numa região com história e potencial ambiental.
“O projecto da RIV é interessante, porque junta produtores portugueses e espanhóis, havendo projectos comuns aos dois países na área do vinho”, observou Rui Sá, um dos turistas presentes na Gala Internacional do Vinho.
Por seu lado, a enóloga da RIV, Vanessa Guerrero, avançou que se tem assistido a um aumento crescente na qualidade dos vinhos apresentados nos concursos, que são oriundos de todas as regiões com Denominação de Origem Protegida.
“A maioria de vencedores de medalhas de ouro foram para vinhos portugueses, realçando-se a qualidade na classe de vinhos tintos. O júri internacional é muito exigente na seleção de vinhos”, concluiu a enóloga.

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