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Campanha de Natal não motiva comerciantes

Campanha de Natal não motiva comerciantes
  • 3 de Novembro de 2010, 10:33

A campanha de Natal no comércio tradicional pode ser mais pobre este ano, porque os comerciantes não responderam à proposta de adesão da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança (ACISB). Dos 300 ofícios entregues em mãos por aquele organismo aos comerciantes do centro, apenas responderam 28, destes 11 disponibilizaram-se a comparecer na reunião e a conversar, os restantes mostraram-se indisponíveis. “Perante este cenário como é que a direcção se pode posicionar junto da Câmara?”, pergunta António Carvalho, presidente da ACISB, que considera que a posição dos lojistas faz com que a associação perca argumentos para chamar outros organismos a aderir, como as juntas de freguesia e os museus.
A associação propunha às lojas do centro histórico a adesão à campanha da quadra natalícia através da decoração, ou da colocação de uma passadeira vermelha à entrada dos estabelecimentos. Poucos parecem interessados em participar.
A animação de Natal nas ruas não está completamente comprometida, mas “só não está porque a associação vai fazer um esforço, somos criticados por ter cão e por não ter”, aduziu o dirigente.
A falta de adesão dos empresários gera uma posição de fragilidade da ACISB perante a autarquia, quando vão pedir colaboração para colaborar na animação, nomeadamente a instalação de iluminação no centro histórico e o seu alargamento à zona de Vale d’Álvaro e Braguinha. “A Câmara pergunta qual é o papel dos comerciantes, qual é a contribuição deles? Estamos a chegar ao nosso limite, assim não vale a pena!”, referiu António Carvalho.
A tensão é latente. “Não posso admitir que isto suceda, não estamos a pedir dinheiro, mas a pedir ideias. Estamos a solicitar que os comerciantes disponham de dois minutos ou meia-hora do seu tempo para vir à associação dar essas ideias. Às vezes consegue-se fazer muito com pouco dinheiro”, adiantou o presidente da ACISB.
O dirigente lamenta que os comerciantes considerem que “a Câmara e a associação têm de fazer tudo, mas isso não é verdade, pois todas as instituições têm dificuldades”.
Segundo o dirigente sãos empresários que têm de ser os primeiros a agir “ou pelo menos que venham a reboque do que lhes dizemos, é com muita tristeza que assisto a isto”, aditou.
A ACISB conseguiu a aprovação de uma candidatura ao MODCOM para fazer a animação de Natal. A totalidade do investimento não é a fundo perdido, pelo que a ACISB necessita de ideias que não exijam grandes gastos. “Temos algum dinheiro, mas não pudemos fazer tudo, os beneficiários directos são os comerciantes, não estamos a pedir esforço financeiro, embora eu ache que o devem dar, pelo menos o possível, só pedimos motivação do comércio”, declarou.
G.L.

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