Região

O lugar do sentidos

  • 3 de Novembro de 2010, 10:02

Já esta nas bancas o novo livro de Virgínia do Carmo, que desta feita lançou ‘Sou, e Sinto”, sob a chancela da editora Temas Originais.
Trata-se de um trabalho que a própria poetisa define como intimista, “muito baseado nos afectos e sentimentos”, contou ao Jornal Nordeste, revelando toda uma sensibilidade à flor da pele, como de resto é marca da autora, como está bem patente no seu blogue ‘O Lugar dos Sentidos’, criado há um ano e meio e que esteve na origem do lançamento da publicação.
Virgínia do Carmo, poeta de sensibilidade e afectividades raras nestes tempos em que a ética é um lugar estranho, revela na sua escrita a humanidade e sentimento, provavelmente temas a que muitos querem fugir, muito provavelmente, para evitar o confronto com o que sentem no seu âmago mais profundo. A autora sabe que a poesia não é escrita de massas “ainda é vista como um bicho-papão, muitas vezes as pessoas têm uma ideia errada sobre o que é a poesia, principalmente a que se faz actualmente”, explicou. Daí que Virgínia do Carmo não tenha como objectivo principal chegar à multidão, porque o mais importante “é ser lida pelos que a querem entender e pelos que se reveêm no que escrevo, gostava de os tocar de alguma forma”, acrescentou. Despertar iniciados nestas lides seria também ouro sobre azul para a poetisa, “porque é um imenso campo a descobrir e a desvendar”.

“Mesmo quando escrevo prosa tenho sempre em mente a poesia”

Este é o quarto livro da autora, e o segundo editado por uma editora (o outro foi ‘Tempos Cruzados’ publicado pela “Pé de Página’), os outros foram edição de autor, que no país é difícil os poetas imporem a sua escrita. Começou cedo nas lides das palavras, aos 18 anos, com uma edição de autor.
Virgínia do Carmo, natural de Macedo de Cavaleiros, é jornalista e actualmente co-proprietária de uma empresa de comunicação. Depois de uma passagem por vários jornais, está agora mais dedicada à crónica, mas a escrita é o seu lugar. “Mesmo quando escrevo prosa tenho sempre em mente a poesia, escrevo prosa poética”, referiu.
A poetisa também se dedica à prosa, e não desdenha a hipótese de avançar para um livro de contos ou até quem sabe um romance. “São géneros que exigem mais, implicam maior disponibilidade e continuidade, embora eu nunca publique um poema tal como ele sai, gosto de rever e de trabalhar a escrita, releio e revejo várias vezes”, explicou.

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