Roleta deita fora da taça
O duelo tinha a assistência em êxtase perante a dúvida: os forasteiros conseguiriam manter o resultado e carimbar o passaporte da eliminatória ou os anfitriões corrigiam a pontaria e, no mínimo, mandavam as decisões para prolongamento.
O melhor estava guardado para o último minuto, com os aveirenses a enviarem para canto uma bola com rótulo de golo. Armando pede para ir tentar a sua sorte, o técnico autoriza, o público aplaude em delírio, já que Armando cabeceou para o golo e Djamal desviou a bola com a mão. Penalty que Dally não perdoa. Veio o prolongamento. Parecia que o estádio ia abaixo com a festa trasmontana.
Djamal expulso no último lance do tempo regulamentar e André Marques pouco antes, deixavam poucas perspectivas para um Beira-Mar à deriva no bom futebol dos alvi-negros de Mirandela, que numa tarde de inspiração dos seus artilheiros teria feito resultado histórico. Já que jogou sempre a bola colada junto à relva, praticou um futebol apoiado em transição sectorial assente na velocidade e criatividade dos seus filigranistas. Mas os locais também tinham os seus problemas, o que dava praticamente um duelo a nove, Rui Borges, lesionado, Paulo Roberto e Dally desgastados com o trabalho realizado em duas horas de futebol, tinham os seus contributos muito limitados.
Apesar de toda a superioridade evidenciada dentro das quatro linhas, o saber lidar com a pressão do jogo foi decisiva, com 3 remates dignos desse nome em todo o jogo contra 12 só no prolongamento do Mirandela. O Beira-Mar foi feliz e segue em frente na prova. Os trasmontanos saíram de cabeça bem levantada, jogar e ser melhor não chegou aos alvi-negros para continuar.