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Polícias em miniatura

Polícias em miniatura
  • 19 de Outubro de 2010, 09:44

No âmbito do Programa Escola Segura, vários agentes desenvolveram uma acção especial de contacto com os alunos que pretendeu promover junto dos condutores alguns dos mais elementares comportamentos de segurança.
Diogo Afonso, do 4º ano, tinha as regras na ponta da língua e estava ansioso por transmiti-las. “Vou dizer as regras da estrada. Não falar ao telemóvel sem o sistema de mãos livres; quando se transportar meninos com menos de 12 anos ou metro e meio, usar o equipamento adequado; não beber bebidas alcoólicas antes ou (depois) da condução; usar sempre o cinto de segurança e dar prioridade aos peões nas passadeiras”, avançou Diogo com a confiança de um adulto, no alto dos seus 9 anos.
Estas acções aconteceram nos cinco dias úteis da semana passada, percorrendo a Escola EB1 do Campo Redondo, Centro Escolar da Sé, Escola EB 2,3 Augusto Moreno, Centro Escolar de Santa Maria e Escola EB1 de Samil.
O Jornal Nordeste “apanhou” a polícia na quarta-feira, aquando da sua intervenção na Escola Augusto Moreno, mais precisamente na Avenida Humberto Delgado.

Esta iniciativa serviu
para instruir os condutores,
mas mais, ainda, para
sensibilizar as crianças

Junto à paragem do autocarro, os condutores eram “estacionados” e duas crianças aproximavam-se das viaturas. Uma instruía o condutor e, no final, a outra entregava um folheto explicativo com algumas regras básicas de segurança.
“Pretendemos, através das crianças, sensibilizar os condutores para que haja uma maior e melhor prevenção no dia-a-dia, contribuindo, dessa forma, para que não haja tantos acidentes”, informou Carlos Pereira, agente da PSP ao serviço da Escola Segura.
Serão as próprias crianças, de futuro, as primeiras a alertar os pais para potenciais infracções ou “pequenos descuidos” que estes possam cometer. “As crianças são o veículo ideal para chegar aos pais e aos adultos em geral. As crianças dizem-nos que, por vezes, são eles próprios a chamar a atenção dos pais quando cometem uma pequena transgressão aqui ou ali. Pai, põe o cinto, não vás a falar ao telemóvel, estás a transgredir, ou seja, são eles os primeiros a serem os polícias”, confere o agente Pereira.
Quem parece concordar com estas acções são os condutores, que afirmam não se importar que lhes lembrem as regras. Natércia Vermelha, uma das condutoras “advertida”, assevera: “acho muito bem! Normalmente, venho buscar o meu filho à escola e vejo bem a velocidade a que os carros passam aqui”. “Por vezes, também faço asneiras e eles são os primeiros a avisar-me”, confessa esta mãe de dois filhos, para quem estas acções devem continuar.
Recorde-se que o Programa Escola Segura é assegurado por agentes policiais devidamente treinados e preparados para este tipo de acção, bem como por viaturas exclusivamente dedicadas à vigilância e protecção da população escolar.

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