Congresso sem fronteiras
O presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro (CMMD) anunciou a intenção de promover um congresso transfronteiriço para debater os problemas dos concelhos do Nordeste Peninsular.
A ideia do congresso foi decidida no decurso de uma reunião que decorreu em de Miranda do Douro, a qual juntou 33 alcaides espanhóis, a convite de Artur Nunes.
“O congresso será realizado todos anos, de forma alternada entre as localidades portuguesas e espanholas que aderirem à ideia”, o autarca.
O edil disse que com o desaparecimento das fronteiras é cada vez mais importante a coesão entre os territórios das regiões raianas.
“Um concelho fronteiriço como é o de Miranda do Douro tem obrigatoriamente de criar mecanismo que vise o intercâmbio com os seus vizinhos espanhóis, no sentido de ultrapassar algumas barreiras a nível económico e social e incrementar o desenvolvimento transfronteiriço”, defende Artur Nunes.
Com esta reunião de trabalho deu-se mais um passo no sentido de aproximar cada vez mais a região nordestina com a província espanhola de Castela e Leão. “Há sectores como o turismo, educação, e novas ligações rodoviárias em que muito poderá ajudar-se estas regiões do interior peninsular”, acrescentou o edil.
No campo económico, a criação de pólos industriais conjuntos foi outras das temáticas abordadas ao longo da reunião ibérica.
Por seu lado, alcaide de Roelas de Sayago, Manuel Hernadez, afirmou que “ as regiões estão tão próximas que é importante encontrar projectos conjuntos numa altura em que os dois países atravessam uma crise económica e o desemprego aumenta dia para dia”.
“O intercâmbio administrativo e a formação de quadros de pessoal podem trazer vantagens para os concelhos transfronteiriços que aderirem ao projecto”, conclui o alcaide espanhol.