PS acusa Câmara de ultrapassar limite de endividamento
A oposição garante que a quantia de 1.638.013,80 euros estabelecidos pelo despacho publicado em Diário da República já foram ultrapassados pelo município, o que o coloca numa situação económica alarmante, tendo em conta o actual contexto de crise.
O presidente da concelhia do PS, Rui Vaz, lembra que para além da redução de receitas, a Câmara vai ver, ainda, aplicada a redução, em 10 por cento, da transferência do Fundo de Equilíbrio Financeiro, prevista no mapa do Orçamento se Estado para 2010.
“Somos o concelho do distrito mais endividado. Os prazos médios de pagamento de facturas a alguns fornecedores, segundo dados oficiais, já rondam os seis meses, apesar de, no ano passado, ter aderido ao programa para a regularização de todas as dívidas a fornecedores”, realça Rui Vaz.
Os socialistas falam mesmo numa relação de promiscuidade entre a autarquia e algumas empresas. Nesta linha, destacam a queixa apresentada no Ministério Público sobre a obra “Sistema Integrado de Adução de Água à Zona Norte do Município – Vilarinho de Agrochão/ Fornos de Ledra, devido a alegadas ilegalidades da parte do município.
O PS lembra, ainda, que para agravar a situação económica difícil em que se encontra o município, a Câmara poderá ter que devolver fundos comunitários, até porque, segundo os socialistas, a obra foi paga em 2008 e ainda não foi executada.
Os vereadores do partido rosa afirmam, ainda, que existe promiscuidade entre a autarquia e outras instituições do concelho, como é o caso dos Bombeiros Voluntários, onde existe a intenção de afastar o actual comandante, ou da Associação Comercial, destacando a gestão “ruinosa” da Feira de S. Pedro.
No que toca a obras emblemáticas e estruturantes, o PS garante que dificilmente serão feitas tendo em conta a actual conjuntura económica. Em causa está a Central de Camionagem, o Parque Urbano da Cidade ou a ligação ao Azibo por Vale de Prados.