Região

Queijo de cabra sem fronteiras

Queijo de cabra sem fronteiras
  • 5 de Outubro de 2010, 09:33

De acordo com António Rosário, produtor de queijo de cabra oriundo de Torres Vedras, o mais é importante conquistar uma “fatia” do mercado espanhol através da promoção do produto. “É um mercado importante para a exportação do nosso queijo ”, afiançou o empresário.
Apesar das mais de seis horas de carro para chegar a Trabanca, António Rosário garante “que o tempo gasto na viagem, compensa o negócio efetuado”.
O certame tem pernas para andar, pelo que a prioridade continuará a ser reforçar a promoção do comércio de produtos agro-alimentares associados às cabras e ao cabrito. “É o único evento do género, na região transfronteiriça do Douro Internacional, dedicado exclusivamente ao gado caprino”, disse ao Jornal Nordeste, José Luís Pascual, director geral do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Douro/Duero (AECT), entidade promotora do certame, e alcalde de Trabanca.
Para além da degustação de pratos, cujas ementas assentavam na carne de cabrito e seus derivados, foram dados a conhecer novos produtos, como é caso do presunto de cabrito, uma iguaria bastante solicitada pelas visitantes.
“Foi primeira vez que provei o presunto de cabrito e não fiquei desiludido. É saboroso e com pouco sal”, afiançou Paulo Ferreira, um produtor de caprinos de Algoso, concelho de Vimioso.

Região transfronteiriça
aposta na utilização de cabras para prevenção de incêndios florestais

Recorde-se que na região transfronteiriça do AECT Douro/ Duero, que abrange 187 municípios portugueses e espanhóis, está em curso um projecto que aposta na utilização de cabras para prevenção de incêndios florestais.
A medida, denominada “Self Prevention”, visa a prevenção de incêndios com recurso à reintrodução de 150.000 cabeças de gado caprino, que resultarão no “desenvolvimento económico e rural” das zonas raianas.
A partir de 2011 serão distribuídas 150 000 cabras pela área do AECT e os animais funcionarão como um “método natural para a limpeza das florestas e dos campos”, relembrou José Luís Pascoal.
Na opinião do autarca, o projecto gera “a sustentabilidade social, económica e ambiental” das regiões abrangidas, estando prevista a criação de 558 postos de trabalho em diversas áreas, “desde pastores até comerciais”.
O “Self Prevention”, que representa um investimento de 48 milhões de euros, contemplará a criação de uma empresa, com capitais públicos e privados, que ficará responsável pela distribuição dos efectivos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentem o projecto do ponto de vista financeiro.

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