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2 milhões para requalificar Moncorvo

2 milhões para requalificar Moncorvo
  • 5 de Outubro de 2010, 09:30

Prevista está também a recuperação de uma das antigas portas da fortificação e da capela adjacente. “Vamos aproveitar as ruínas do castelo e colocar uma cobertura transparente para ser visualizada de fora. Será criado um percurso com a história do castelo”, explicou o presidente da Câmara de Moncorvo, Aires Ferreira.
Os equipamentos culturais estão incluídos nas nove operações individuais no âmbito do Programa de Regeneração Urbana “Viver Moncorvo”, que conta com um financiamento já aprovado de 2,1 milhões de euros, cujos contratos foram assinados na passada quinta-feira, 30 de Setembro.
Trata-se de uma requalificação do centro histórico e áreas conexas candidata ao Programa Operacional da Região Norte (ON.2), que comparticipa 70% do valor total.
No rol dos projectos aprovados constam ainda a substituição do posto de transformação, com o objectivo de requalificar a zona envolvente ao Posto de Turismo (Casa da Roda), a criação do acesso pedonal ao centro histórico e a Avenida das Amoreiras.
Em termos de melhoria das acessibilidades está prevista a construção de uma variante da Avenida das Amoreiras à zona de Desporto e Lazer, a instalação de abrigos de passageiros e a reabilitação do recinto da feira, já em execução.
Aires Ferreira considera que esta intervenção “é o corolário”, porque vai recuperar um espaço degradado onde se realizava a feira quinzenal e vai estabelecer uma nova ligação entre o centro histórico e a zona nascente onde estão os equipamentos desportivos. “Vai permitir reabilitar mais dois espaços para museus, e requalificar o largo do castelo, um espaço inestético”, referiu. No entanto, o autarca realçou que a reestruturação mais profunda “já foi feita”, há alguns anos, “com a melhoria das acessibilidades através da construção do parque de estacionamento e ao passar espaços degradados ocupados por viaturas para zonas requalificadas”.

Intervenção vai recuperar
um espaço degradado onde
se realizava a feira quinzenal

O largo da feira, junto ao Bairro de Santo Cristo, já está a ser intervencionado. “O local era um descampado em terra batida, passou a ser uma estrutura de utilização fácil e agradável. Num dos espaços foi realizado um adro e criado mais estacionamento. Mantém-se um espaço multifuncional, porque é ali que se instala o circo, quando vem à vila, ou os carrosséis”, enumerou o edil.
Parte do investimento é para realizar fora do centro histórico, nas chamadas áreas conexas. “Manter a feira junto ao centro é uma forma de manter a vitalidade do centro, e de as pessoas se relacionarem com a actividade comercial e administrativa do centro da vila”, justificou.

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