Iberdrola apoia recuperação de património
No distrito de Bragança são cinco os templos contemplados, designadamente a Igreja de Santiago Maior (Adeganha-Moncorvo), Igreja de Santo André (Algosinho-Mogadouro), Igreja de Nossa Senhora da Natividade (Azinhoso-Mogadouro), Igreja de Malhadas (Malhadas-Miranda do Douro) e Igreja de São Bento (Castro de Avelãs-Bragança). Recorde-se que ainda na semana passada uma reportagem do Jornal Nordeste alertava para o mau estado de conservação deste último.
Durante o evento foi assinado o protocolo de colaboração entre as várias entidades para o Plano de restauro do Românico Atlântico, num investimento de 4,5 milhões de euros, repartidos, de igual forma, pelas três partes envolvidas. Trata-se de um acordo para o restauro de um importante conjunto de 33 igrejas românicas situadas na área de influência do Rio Tâmega e do Rio Douro, no norte de Portugal, bem como um conjunto de outros restauros a igrejas que existem em Castela e Leão, mais concretamente nas províncias de Salamanca e Zamora.
O projecto não servirá, apenas, para recuperar o património artístico e cultural de ambas as regiões, mas pretende-se que actue, também, como pólo dinamizador socioeconómico e motor das relações transfronteiriças entre os dois países. “Todo o património histórico precisa de uma manutenção constante e todos os esforços nesse sentido são, de facto, importantes para a preservação da nossa identidade cultural”, afirmou a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
Segundo a governante, este projecto será um motor da economia local para as profissões tradicionais e pequenas empresas de restauro. “Mais do que os valores em causa, é muito importante sublinhar esta conjugação de benefícios transversais”, salientou Gabriela Canavilhas.
Complexo do Alto Tâmega envolve três centrais num investimento superior a 1600 milhões de euros
O presidente da Fundação Iberdrola, Manuel Marín, que já foi Comissário e vice-presidente da União Europeia, anunciou que este plano nasce para acompanhar a construção do Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega. “Os nossos objectivos são claros: valorizar o património comum que nos une e que é a arte românica e reforçar os laços e a coesão entre os dois lados da fronteira”, defendeu.
Se o presidente da Fundação falou no Plano de restauro do Românico Atlântico, já o presidente da empresa, Ignacio Galán, preferiu divulgar a construção das três barragens que constituirão o Complexo do Alto Tâmega, num investimento superior a 1600 milhões de euros.
“Será o investimento de desenvolvimento hidroeléctrico mais importante feito na Europa nos últimos 25 anos. Esta iniciativa representa muito bem a nossa aposta histórica nas energias limpas e constitui um importante contributo para o mercado ibérico da electricidade”, referiu.
Galán revelou que o empreendimento produzirá energia suficiente para o consumo anual de 1 milhão de pessoas e criará 3500 postos de trabalho directos, para além, de outros milhares indirectos.