“Caça-cães” em Bragança?
“É verdade que a Câmara já contactou vários veterinários e clínicas Veterinárias de Bragança para esse efeito?”, questionou o bloquista na Assembleia Municipal da passada sexta-feira.
A concretizar-se tal intenção, Luís Vale teme o pior. “Passaremos a ter nas nossas ruas autênticas equipas de ‘DogBusters’, ou se preferirem, numa tradução livre, ‘Caça-Cães’, cujo principal objectivo será rentabilizar a sua actividade”, avisa o deputado municipal. “Se a isto acrescentarmos a intenção de pagar o serviço consoante os animais capturados/abatidos, então temos a percepção límpida daquilo que virá a suceder”, considera Luís Vale, que está disposto a denunciar o caso junto das Associações de Defesa dos Animais.
Outro dos temas levados à Assembleia Municipal foi a construção do Museu Ferroviário de Bragança, que já tem projecto e candidatura aprovada, no valor de 370 mil euros. A obra deverá ser executada até 2014, mas a data para o início dos trabalhos ainda não está definida.
A requalificação da zona do Forte São João de Deus, cujo concurso público internacional já está em marcha, também foi abordada na sessão. O projecto deverá incluir uma solução para a sede dos Paços do Concelho, que poderá passar pela reorganização do actual edifício ou pela construção de um de novo.
A zona do Trinta também será alvo de requalificação com vista à criação de um novo campo e de um pavilhão polidesportivo.
Câmara de Bragança vai voltar a reduzir as taxas Imposto Municipal sobre Imóveis
Parte da zona do Trinta vai passar a ser um local destinado à habitação e ao comércio, ao passo que o espaço da feira também será reabilitado.
Além disso, o executivo anunciou que vai voltar a reduzir as taxas Imposto Municipal sobre Imóveis de 0,375 para 0,365.
A Assembleia Municipal aprovou ainda uma moção apresentada pelo socialista Manuel Pires, para propor ao Governo que as portagens na Auto-Estrada Transmontana se limitem às variantes a Bragança e a Vila Real, tal como prometido inicialmente.
Na mesma sessão foi discutida a declaração de utilidade pública da expropriação de uma parcela de terreno para construção urbana na estrada de Vale de Álvaro, onde está construída parte da Avenida das Forças Armadas e a rotunda de homenagem ao 25 de Abril. O assunto remonta a 1989 e conhece agora o desfecho.