Mogadouro quer fazer contas com o Estado
Em declarações ao Jornal Nordeste, o edil assegura que o município a que preside “não tem tido dificuldades em satisfazer os compromissos assumidos, mesmo com as imposições das metas e objectivos traçados pelo Governo central”.
Aliás, assevera o autarca, “se o Estado nos pagasse o que deve ao município de Mogadouro, pagaríamos todas as dívidas de curto prazo e ainda ficávamos com um milhão de euros em tesouraria”.
Ao autarca adianta, mesmo, “que a Câmara não tem dificuldades em pagar os seus fornecedores num prazo de 15 dias”. Por isso, Moraes Machado não hesita em convidar os fornecedores de serviços que tenham facturas por liquidar a dirigirem-se aos serviços financeiros do município “para receberem”.
Segundo o autarca, o município está em condições de pagar as suas dívidas de curto prazo até ao próximo dia 22 de Outubro. “Feito o balanço até ao final do mês de Setembro, verificamos que estamos de boa saúde financeira”, sintetiza Machado.
Já a dívida a longo prazo “está controlada” e ronda os 7,3 milhões euros, o que representa um endividamento que ronda os 30 por cento.
Edilidade adiantou largo milhares de euros na comparticipação de obras já executadas
“O pagamento da dívida a longo prazo obriga-nos a um compromisso de 271 mil euros, para o ano corrente, sendo que o montante vai diminuindo à medida que os anos passam”, contabiliza Morais Machado.
Agora, o município de Mogadouro só espera que o Estado também seja cumpridor e pague o que está em atraso. Ao todo, a edilidade adiantou largo milhares de euros na comparticipação de obras já executadas, como é caso da Biblioteca Municipal”, mas o Estado vai pagando “às pinguinhas”, ironiza o autarca.
Se a forma de pagamento não for acelerada, “o Estado manterá dividas como a Câmara de Mogadouro que vão até aos três anos”, afiança Morais Machado.