Rapto da Princesa da Arménia recriado em rotunda
Este episódio do passado vai ser recriado numa nova rotunda, na cidade, na Avenida Luciano Cordeiro, ou seja na circular interior, actualmente em construção. “Vamos instalar um elemento escultórico alusivo ao casamento do Braganção com a Princesa da Arménia”, adiantou o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Rui Caseiro.
A peça, em dois actos, foi editada em livro, através de uma colaboração dentre o autor e a CMB, e apresentado publicamente no passado dia 9, na igreja de Castro de Avelãs.
A cerimónia contou com a representação de um excerto do texto de António Afonso, interpretado por actores da Associação Bragança História – Arte e Cultura, que fizeram assim a introdução à apresentação do livro com as presenças ficcionadas da princesa da Arménia e de seu pai, que ali aportaram após longa viagem. “É uma peça de teatro sobre o rapto da Princesa Arménia, onde se juntaram dois, a que foi apresentada no ano passado e este ano.
Um trata de Dom Alão e a outra do rapto da Princesa Arménia”, explicou António Afonso. Presume-se que parte dos episódios que envolvem a Princesa da Arménia tenham acontecido em Castro de Avelãs. “Há de facto referências, mas muito poucas, mas sabe-se que passou por aqui e que foi ‘filhada’ pelo Mendo Alão, mas depois acaba tudo em bem”, acrescentou o autor.
Segundo os estudos já realizados no século XIII existiu a linhagem de “Bragança” ou “Bragançãos”, que terão tido grande papel na formação do reino de Portugal, no período que vai desde o século XI até ao final do século XIII, nomeadamente de Fernão Mendes, o Bravo.
Os ‘Bragançãos’ terão tido
grande papel na formação
do reino de Portugal
Existindo referencias às ligações entre Bragança e o reino da Arménia, através do casamento de D. Mendo Alanes com a princesa Ardzrouní da Arménia, aquando da sua peregrinação a Santiago de Compostela, e do seu acolhimento a Castro de Avelãs, por volta do ano 1025. Da linhagem dos Bragançãos surge três séculos mais tarde Inês de Castro, envolvendo Bragança em outra história de amor e na maior tragédia amorosa portuguesa.
A Câmara quer dar conhecimento dos grandes feitos históricos da região e tem vindo a divulgar estas histórias. “Esta peça que vai ser representada no dia 13 e 14 tem rigor histórico, há pesquisa que permite dizer que ocorreu desta maneira, mas uma peça de teatro tem sempre alguma ficção”, referiu Rui Caseiro.