Região

Cadáver encontrado em Santalha

  • 10 de Agosto de 2010, 09:19

É um mistério que ainda ninguém consegue explicar em Santalha, concelho de Vinhais. O corpo de Casimiro Ferreira foi encontrado junto as uns arbustos, em pleno centro da aldeia, pouco passava das 7 horas do passado dia 3 de Agosto, mas as causas da morte ainda estão por apurar.
José Maria de Carvalho, proprietário do Café Primavera, no centro da aldeia, foi uma das primeiras pessoas a ver Casimiro sem vida. “Eu vi-o morto mesmo aqui à beira do café. Na noite anterior ele esteve aqui com os irmãos e parece que discutiram. Nessa altura eu já não estava, estava a minha nora. Eles saíram já não era cedo. Isto costuma fechar às duas da manhã e eles ficaram para o fim”, recorda.
Alberto Gomes também se lembra da vítima. “Estava com a cabeça enterrada e sem camisa. Nós não mexemos em nada. Só quando a GNR o levantou é que nós vimos quem era. Ele andava por aqui quase todos os dias. Sempre à noite!”, explicou.
Apesar de ser de Penso, o indivíduo costumava frequentar os cafés de Santalha. Pertencente a uma família numerosa, com cerca de 7 irmãos, o homem, “com 30 e muitos anos”, esteve em Espanha durante um longo período de tempo e terá voltado recentemente.
Segundo os populares, o indivíduo terá cadastro e aquilo que se consta é que tinha saído da prisão e regressado a Penso, há 3 ou 4 meses. “Ele andava fugido… Tinha batido a uns aí de Vinhais. Tinha estado na prisão, saiu e veio para cá”, adiantou um habitante de Santalha.
Segundo a GNR de Bragança, não existem, por enquanto, quaisquer indícios de homicídio. “Suspeita-se de ataque cardíaco. Agora, a autópsia é que irá dizer”, afirmou o major Rui Pousa.
A opinião das autoridades, contudo, não é partilhada pelos populares, que relacionam a discussão entre irmãos com as causas da morte. A GNR confirma o conflito e revela, ainda, que Casimiro Ferreira era consumidor de álcool e drogas. “Parece que terá havido uma discussão entre irmãos. No café onde esteve essa noite, parece que terá bebido bastante. Ele consumia muito álcool e suspeita-se, também, de drogas”, acrescenta o major Rui Pousa.
O corpo foi transportado para o Centro Hospitalar do Nordeste, onde terá sido autopsiado na passada quinta-feira. Se houver confirmação de homicídio, o caso será encaminhado para a PJ.

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