A magia da Folk
Naquela que foi a 11.ª edição, o festival recebeu mais de cinco mil pessoas em dois dias.
Pelo palco passaram nomes sonantes da folk europeia e nacional, até às primeiras horas de anteontem, com o FIS a terminar em ambiente festivo, para não variar.
Na sexta-feira os portugueses «Diabo a Sete» abriram o cartaz, seguindo-se outros nomes como «Mercedes Péon» (Espanha) e os bascos «Xarnade».
No último dia, os portugueses «Uxu Kalhos» conseguiram brilhar, mas a noite estava reservada para os ingleses «Oysterband», liderados pelo veterano John Jones.
Com o terminar da noite, houve ainda tempo para ouvir o «Garma», um grupo vindo da região da Cantábria, que cruza os instrumentos regionais das suas origens.
Segundo o director do festival, Mário Correia “na próxima edição, o FIS terá alguma modificações, mas a matriz será muito idêntica ao habitual”.
Um dos fenómenos que saltou à vista do promotor foi a adesão da população transmontana. “Há cada vez mais gente da região a deslocar-se ao festival, contrariando a tendência dos primeiros anos, em que a maioria das pessoas vinha de vários pontos do País”, recorda Mário Correia, acrescentando que a música folk está em expansão “um pouco por todo o território nacional”.
O FIS contou com uma série de actividades paralelas, com destaque para um curso de iniciação à Língua Mirandesa, passeios pedestres pela «Rota dos Celtas», lançamento de varias publicações, bem com de CD’s com recolhas da tradição oral e musical da região.
Durante os dois dias de duração, a capacidade de alojamento do Planalto esgota por completo, dado o número de espectadores vindos de vários pontos do país.