O mercado da saudade
As pessoas estavam habituadas àquele sistema de música das cornetas e, quando começaram a aparecer os conjuntos, até diziam que era o bum bum do muito barulho. Na altura, não aceitaram muito bem”, revela.
O Trio Nordeste, o segundo grupo musical a ser lançado em Bragança, foi o primeiro de Franklin.
Depois, surgiu com o Diapasão e, também, o Suspense, todas bandas lançados há 30 anos. Foi, então, que o empresário decidiu fundir os grupos e formar um só. Na actualidade, é, apenas, o orgulhoso manager da Banda Norte FN, que já conta 20 anos de muita sola gasta a fazer dançar e milhares de quilómetros pelas estradas do Nordeste Transmontano e não só.
“O mês de Agosto é sempre atractivo para qualquer negociante e a música não é excepção. Temos a agenda, não a abarrotar, mas bem composta”, desvenda Franklin, acrescentando: “Dá-se a vinda de emigrantes, de turistas, as populações que estão envelhecidas ganham mais vida e uma outra alegria com as festas”.
Notas, só mesmo as da caixa registadora. “Não sei tocar, dou uns acordezinhos, mas não me desenrasco. Faço o som, a montagem e, por vezes, participo como cantor no grupo”, afiança. Para além da sua banda, Franklin do Nascimento é, também, o proprietário de uma escola e de uma casa de música, ambas as mais antigas da cidade, acumulando, ainda, o cargo de presidente da Junta de Freguesia de Ervedosa, no concelho de Vinhais.
Eis um homem dos mil ofícios, que tem acompanhado como poucos a evolução do meio no qual se insere. “Os emigrantes são um mercado que faz falta a todo o tipo de comerciantes. O número de pessoas diminuiu significativamente nas aldeias, de modo que se não fossem os bailaricos e as romarias o cenário seria bem pior”, assegura.