Sede de falar mirandês
Alguns dos alunos tiveram de andar mais de três horas para chegar ao local do curso, que se dividiu por Miranda do Douro, Picote, Sendim, Cércio e São Pedro da Silva.
Na óptica de Domingos Raposo, professor de língua mirandesa desde 1986, há vontade e motivação dos novos falantes em aprender o mirandês. “Os jovens começam a demonstrar orgulho em falar mirandês. Mais de metade dos alunos das escolas do concelho de Miranda do Douro, cerca de 400, aprendem mirandês”, garantiu o docente.
Por seu lado, André Pires, membro da organização do curso de Verão, diz que o curso nasce da vontade dos jovens mirandeses darem a conhecer a sua língua e cultura.
“É importante que a língua seja reconhecida pela sociedade portuguesa”, salientou.
Com sessão de abertura presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Artur Nunes, o curso contou com intervenções de Lurdes Preto Cameirão, António Bárbolo, Mário Correia, Abílio Topa, Mónica Marcos Ferreira e Alfredo Cameirão.