Diminuir desemprego com as grandes obras na região
No final do encontro, Jorge Gomes realçou que a grande mudança é passarem a ser os Centros de Emprego de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Torre de Moncorvo a entregarem às empresas as listas com os desempregados disponíveis no distrito. “Ficou decidido sermos nós a expor a oferta dos trabalhadores que temos aos construtores”, vincou o governador.
A ideia é que todas as pessoas que estão inscritas nos centros de emprego do distrito de Bragança sejam facilmente recrutadas para as grandes obras da região. “Queremos que a gente que está nos meios rurais e que não está inscrita nos centros de emprego que se inscrevam para poderem chegar a estas obras”, aconselha Jorge Gomes.
Na óptica do responsável, esta é uma oportunidade única para contribuir para a diminuição dos números do desemprego na região.
Nos centros de emprego do distrito estão inscritos cerca de 7500 desempregados, mas destes só cerca de 1200 reúnem as condições para serem integrados nas barragens ou nas estradas. “60 por cento dos inscritos são mulheres e também há profissões que não se enquadram nas necessidades destas empresas”, afirma Jorge Gomes.
No entanto, também há pessoas que depois de dois dias de trabalho na barragem do Baixo Sabor abandonaram o serviço. “Preferem não trabalhar. Isto para um desempregado a receber subsídio é penalizador”, lamenta o governador.
Obras que estão a decorrer
na região vão empregar mais
de 9 mil pessoas durante
o próximo ano
Jorge Gomes ressalva que o problema não está nas condições de trabalho, visto que foi o próprio Sindicato da Construção Civil a considerar as instalações do Baixo Sabor exemplares. “São quartos para dois trabalhadores, com ar condicionado e com arrumação e limpeza diária”, enaltece o responsável.
O governador dá até um exemplo de sucesso na barragem. “Um jovem de Moncorvo entrou como servente e, na sequência da formação e progressão que fez na empresa, hoje está a ganhar 1250 euros líquidos por mês”, enaltece Jorge Gomes.
O governador assegura que as obras que estão a decorrer na região vão empregar mais de 9 mil trabalhadores durante o próximo ano, mão-de-obra que a região não consegue assegurar.