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Meio século a apostar na qualidade

Meio século a apostar na qualidade
  • 20 de Julho de 2010, 10:55

Com cerca de 2400 associados, aquela estrutura vitivinícola abrange quatro concelhos do distrito de Bragança, nomeadamente Miranda do Douro, Vimioso, Mogadouro Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo.
Apesar da produção de vinho no últimos anos ter diminuído, devido ao arranque das vinhas, a situação tende a estabilizar, já que na área de influência da Ribadouro começam a aparecer novas plantações apoiadas pelo programa Vitis. A produção dos últimos três anos foi 5.880.000 quilos de uvas.
No final de 2009, a cooperativa tinha em armazém cerca de 2,3 milhões de litros de vinho, que não foi escoado. Com o passar do tempo, o ‘stock’ começa a diminuir, já que foi colocado no mercado o vinho embalado e os prémios de qualidade começaram a surgir. O último foi uma medalha de prata alcançada durante o Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados, obtido pelo Ribeira do Corso 2004 num painel de 711 vinhos, no âmbito da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém. Isto a juntar às três medalhas de prata e uma de bronze arrecadadas em certames idênticos no ano passado.
Segundo o presidente da CAR, José Almendra, não só de prémios vive a cooperativa, que no passado esteve a braços com atrasos nos pagamentos aos produtores. Hoje tudo mudou, e para melhor. “Da campanha de 2009, muitos dos sócios já receberam praticamente a totalidade. Para o efeito, a cooperativa colocou à disposição dos agricultores uma linha de crédito até ao montante a receber, para a aquisição de produtos agrícolas na sua secção de compra e venda ao público”, acrescentou o dirigente.

Cubas transformadas
em pontos de venda directos atraem visitantes

Quanto aos produtores que não utilizaram esta forma de crédito, “o pagamento será efectuado antes da nova campanha”, garante José Almendra.
O responsável pela CAR afirma que o sucesso alcançado se deve a uma gestão profissional e a uma aposta em enólogos com créditos reconhecidos. “Para produzirmos vinhos com qualidade foi necessário uma aposta forte no sector e recuperar uma adega que chegou a estar moribunda, fruto de vários problemas acumulados ao longos dos anos”, realçou o dirigente.
Recorde-se que a cooperativa tem a seu cargo uma série de vinhas experimentais, que são acompanhadas de perto pelos técnicos, tendo em vista a produção de néctares de qualidade superior.
Outra das inovações foi a criação de duas lojas de venda directa ao público. Para o efeito, foram reconvertidas duas antigas cubas onde o vinho era armazenado, sendo que os postos de venda directa (abertos todos os dias, à excepção de domingo) são muito procurados por quem visita Sendim.

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