O homem-aranha dos assaltos
De 25 de Junho até à data já aconteceram mais furtos, tendo o mesmo indivíduo sido identificado noutros casos. No passado dia 15, o suspeito foi identificado, novamente, numa situação em que foi possível recuperar todo o material furtado, nomeadamente, telemóveis e um computador portátil.
No entanto, o indivíduo permanece em liberdade, apesar de existirem situações em que as vítimas conseguem identificar o assaltante. No entanto, de acordo com o comandante da PSP de Bragança, Amílcar Correia, a detenção só é possível através de mandado judicial ou no caso do autor dos furtos ser apanhado em flagrante delito.
“A PSP não o tem conseguido fazer em flagrante delito. Tem conseguido, após a denúncia dos factos, chegar ao suspeito, encontrar indícios e provas de que é ele o autor dos crimes. Tem feito chegar essas provas ao Ministério Público e está a ser dada continuidade aos processos”, explica o responsável da força policial.
O indivíduo, de sexo masculino, tem 20 e poucos anos e já trabalhou numa fábrica em Bragança. Toxicodependente, está, de momento, desempregado e sem rendimento ou quaisquer meios de subsistência.
“Se o tivéssemos apanhado na posse dos itens furtados, aí aportar-se-ia ao flagrante delito, mas os artigos furtados e recuperados já não estavam em seu poder. No entanto, há a certeza de ter sido ele o autor dos furtos ao interior das residências”, afirma Amílcar Correia.
Os factos foram participados a tribunal e os inquéritos estão a decorrer, mas, sem flagrante delito, os cidadãos terão que aguardar.
“A polícia está a fazer o seu papel e temos de esperar que a justiça faça o seu, também”, conclui o responsável, enquanto deixa um aviso: Não podemos é ir dormir, por exemplo, e deixar portas e janelas abertas!”.
O calor trouxe o crime consigo e com ele um novo fenómeno: assaltos a residências
por escalamento
O modus operandi do alegado criminoso é o seguinte: geralmente, espera que as pessoas se deitem para aceder ao interior das residências, por uma janela ou varanda, roubando carteiras, computadores, dinheiro, jóias e tudo aquilo a que possa deitar a mão.
O Jornal Nordeste conseguiu falar com uma das vítimas de assalto, numa vivenda da cidade. “Por volta da meia-noite e meia, estava a ver televisão e senti o vizinho do lado a chamar. Foi ele que ligou à polícia, pois viu um indivíduo a tentar entrar pela janela da cozinha. Eu não me tinha apercebido de nada”, descreveu Rosa Rodrigues.