Suavidade das cores
Ali estão representadas Murça, Mirandela e Porto, mas a maior incidência dos seus trabalhos recai sobre Bragança e zona envolvente.
“A aguarela enquadra-se mais na minha personalidade por causa da suavidade das cores e da variedade cromática”, desvendou o engenheiro que virou pintor. Ou melhor, que decidiu colmatar a vertente profissional com aquilo que encontrou de melhor, a arte.
Em 2003, teve a sua oportunidade. Aconteceu “por mero acaso”, Manuel Correia “estava atento” e inscreveu-se num curso de aguarela organizado pelo próprio museu, sob a orientação do artista Manuel Ferreira. “É uma personalidade nacional e internacional de uma qualidade inexcedível na arte da aguarela. É um mestre e, de facto, a ele muito devo os conhecimentos assinaláveis que me procurou transmitir”, revelou o brigantino.
“Inicialmente, por brincadeira, depois, um passatempo que me foi cativando e me prendeu”, recordou o artista. E foi assim que tudo começou… Entretanto, frequentou outros cursos que completaram, de várias formas, a sua aprendizagem nos meandros nada fáceis da pintura de aguarelas, que Manuel Correia já transportou para Vimioso, Mirandela, Miranda do Douro, Murça e Zamora.
Em Bragança, a exposição está patente até final do mês.