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ICNB atrasa eco-resorts no Azibo

ICNB atrasa eco-resorts no Azibo
  • 6 de Julho de 2010, 09:48

A denúncia partiu de Beraldino Pinto, presidente da Câmara, que explicou que um dos projectos está em fase adiantada, com propostas muito consistentes. Todavia continuam a aguardar uma clarificação da abordagem à paisagem protegida do Azibo por parte do organismo público. O autarca admite que o processo não tem corrido bem. “Há um entendimento por parte do ICNB que consideramos incorrecto sobre o que deve ser, ou devia, a albufeira do Azibo”, frisou. A demora na atribuição dos pareceres está a ser “um obstáculo” à concretização de projectos de vulto à valorização da componente ambiental. “Não se está a ter em conta que os utentes desse tipo de equipamento são pessoas que vêm pela qualidade do ambiente e da paisagem”, criticou o edil à margem da apresentação do Plano de Marketing Territorial de Macedo de Cavaleiros, na passada sexta-feira, 2.
Os dois eco-resorts são considerados fundamentais, uma vez que o concelho ainda tem falta de alojamento. “Não podemos entender que não haja a possibilidade de concretizar esses investimentos, são uma mais valia à componente ambiental”, referiu o autarca.

Aldeias de Cavaleiros
e Geoparque no Monte
de Morais são pontos fortes

Se o diferendo com o ICNB não for ultrapassado o município está disposto a procurar outro tipo de soluções, mas Beraldino Pinto não quis avançar quais.
Tal como os empreendimentos turísticos o prometido campo de golfe do Azibo continua a aguardar parecer favorável. “São processos demorados que não têm corrido por parte do ICNB, não tem havido uma atitude de entendimento do que é desenvolvimento sustentável”, lamentou Beraldino Pinto.
O diagnóstico realizado pela Sociedade Portuguesa de Inovação aponta como estratégia para Macedo de Cavaleiros um desenvolvimento que passa pelo turismo apoiado em três pilares fundamentais ou produtos âncora. A novidade são as Aldeias de Cavaleiros, relacionadas com o universo rural e com aproveitamento das marcas da ruralidade, como fontes, tanques, pelourinhos, ou outros. “Alguém que vem de fora e que considera a experiência de ser pastor por um dia ou de apanhar azeitonas uma experiência relaxante”, resumiu João Medina, da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI). Outro produto forte é a albufeira do Azibo, a marca mais conhecida do concelho, onde é preciso trabalhar para reduzir a sazonalidade, alargando as actividades ao Inverno, com a observação das aves, aproximação ao rio Sabor e construção de uma ciclovia, com elementos diferenciadores à linha do Tua. A criação de artefactos de merchandising próprios para promover ainda mais o Azibo “durante todo o ano”, é outro projecto apontado pelo responsável pelo Plano de Marketing. O terceiro produto está relacionado coma construção de um centro de ciência viva para dinamizar o turismo ambiental e biológico, ancorado no futuro Geoparque no monte de Morais, aproveitando as vantagens geológicas da zona.
A realização do Plano de Marketing Territorial envolveu a realização de um diagnóstico, cruzando investigação no terreno com informação recolhida por outras entidades para saber porque razão o concelho não é um dos destinos vendidos normalmente. “Concluiu-se que era preciso mais visibilidade externa”, explicou João Medina.
Posteriormente foi delineada uma estratégia que passa pela promoção fora da região, trabalhando as questões da imagem e da marca.

Glória Lopes

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