Região

Passos Coelho não aceita isenções

  • 6 de Julho de 2010, 09:24

No dia em que assinalaram 100 dias da sua liderança, Pedro Passos Coelho almoçou com dirigentes locais, militantes e simpatizantes em Macedo de Cavaleiros, onde falou aos jornalistas no final de uma visita à feira de São Pedro, o maior certame de actividades económicas daquele concelho que vai ser atravessado pela futura A4. Foi ali que referiu que quanto mais depressa o Governo apresentar uma “proposta simples” que resolva como é que a discriminação positiva se pode fazer no pagamento das portagens “melhor”. “Para que possamos encerrar esse assunto e começarmos a discutir outras matérias”, frisou. A proposta que o líder laranja espera “deve ter um critério universal justo e deve ser compreendida por toda a gente”.
O presidente social-democrata criticou o Governo afirmando que no final das negociações das portagens tem estado muito mal. “Na primeira parte o Governo mostrou bom senso quando disse que queria portagens em todas as SCUT. O segundo passo é largar esta ideia de que há isenções e fazer descriminação positiva o que significa ter preços subsidiados, para que se saiba quanto se espera receber em termos de receita nas portagens e quanto é que Orçamento de Estado vai ter de continuar a suportar ”, argumentou. Para o líder laranja, o Estado tem menos dinheiro, “porque está a pagar às concessionárias os custos que são quase 700 milhões de euros por ano”.
Passos Coelho garantiu que é “possível” reduzir o défice e atingir a meta anunciada pelo Governo de baixar para três por cento antes de 2013, considerando que se trata de um assunto importante para “a reputação externa da economia portuguesa que todos os nossos parceiros europeus e todas as instituições internacionais olhassem para Portugal e vissem um país que está a fazer o seu trabalho de casa”, referiu. Por outro lado, disse que não se surpreendeu com os dados do desemprego, que estão nos níveis mais altos de sempre. “Parece que só surpreendem o Governo, mas há mais destruição de emprego do que oferta”, sustentou.

Glória Lopes

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