Rampa sem incidentes
Nas reacções finais, o vencedor da categoria 1, que teve uma avaria na caixa de velocidades, afirmou: “O meu objectivo era intrometer-me na luta pela geral, mas devido à falha nas mudanças isso não foi possível”. O vencedor da Categoria 2, Paulo Ramalho, confessou o segredo do seu sucesso: “Cabeça fresca, concentração, parafusos no sítio e casa à tábua”. Já Martine Pereira, declarou: Foi uma boa vitória. Mas hoje em dia, já não compensa andar nas corridas, pois há pouco retorno”.
A organização esperava mais que os 17 inscritos na terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha, mas o número foi ligeiramente inferior ao do ano passado, com menos 2 pilotos. “Na edição anterior, tivemos cerca de 19 pilotos e este ano, esperávamos mais! Penso que a falta de pilotos não comprometerá o futuro da rampa, pois se isso acontecer comprometerá o futuro das outras. Em termos de despesa, é a mesma, quer estejam 17 ou 50 pilotos”, declarou o presidente do Nordeste Automóvel Clube (NAC), José Nogueiro.
Quanto ao balanço da prova, o dirigente garantiu: “O balanço é positivo, pena é que sejam poucos participantes”.
Questionado sobre se o reduzido número de pilotos fará a organização repensar a prova, o responsável afirmou: “Esta é a única prova de automobilismo que temos no extremo do Nordeste e não podemos deixar que ela termine. Mas, se o número de pilotos se mantiver, há que repensar a prova”.
José Nogueiro salienta que “há muitas provas lá para baixo e talvez seja por isso que os pilotos não vêm, porque as deslocações e as despesas são menores noutras zonas do País”.
Outro dos motivos poderá ser a sucessão de provas ao longo de fins-de-semana consecutivos. Recorde-se que no fim-de-semana de 12 e 13 de Junho houve a Rampa de Murça, seguindo-se o Circuito de Vila Real e, agora, a Rampa de Bragança.
No ano passado, em entrevista ao Jornal Nordeste, José Nogueiro considerou que este seguimento de provas poderia mesmo ser benéfico, dada a proximidade dos pilotos e da sua logística de Bragança. No entanto, repensou e, agora, admite a possibilidade de poder prejudicar a Rampa. Um exemplo dessa influência foi a avaria do Datsun 1200 de Francisco Marrão, que aconteceu enquanto corria o Circuito de Vila Real, o que provocou a sua ausência da Rampa.
Diminuição dos apoios
financeiros leva NAC
a reduzir orçamento da prova
Por outro lado, o NAC contou com menos apoios financeiros e daí a redução do orçamento. O dirigente prefere não divulgar o valor do corte orçamental, mas admite ter havido uma quebra.
A grande ausência da Rampa foi Pedro Salvador, um piloto habitual nesta competição. O “Campeão dos Campeões”, este ano, decidiu dedicar-se aos circuitos, tornando, assim, o Campeonato de Portugal de Montanha mais competitivo, segundo a opinião de diversos pilotos.
De sublinhar que o concessionário MCoutinho e o NAC conseguiram assegurar a vinda de uma Ford Transit do troféu que decorreu em Vila Real, pelo que a carrinha marcou presença na Rampa como viatura de subida. “Não houve hipótese de virem mais carrinhas, por compromissos assumidos anteriormente”, explicou o presidente do NAC.